Operação Narcos desmonta quadrilha na região da Costa Esmeralda

A Polícia Federal deflagrou a Operação Narcos, cujo objetivo é desmantelar organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e armas, a esquemas de lavagem de dinheiro e ligada à facção criminosa. Durante a operação, a PF contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC e da Polícia Civil.

 

Policiais federais deram cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão – 16 preventivas e uma temporária, sendo quatro preventivas referentes a indivíduos que já se encontram presos –, em endereços nos Estados de Santa Catarina (Balneário Camboriú, Bombinhas, Brusque, Canelinha, Florianópolis, Itapema e Porto Belo), Bahia (Eunápolis e Porto Seguro), Minas Gerais (Governador Valadares), Espírito Santo (Linhares) e Rio Grande do Sul (Canoas).

No curso do trabalho investigativo, identificou-se que integrantes do grupo criminoso possuíam patrimônios milionários registrados em seus próprios nomes e no de terceiros (parentes, empresas e outros ‘laranjas’), razão que levou à decretação de sequestro de imóveis, vários de alto padrão, incluindo apartamentos em Itapema, Bombinhas, Porto Belo e um sítio em Canelinha. Também foram sequestrados automóveis de alto valor e determinado o bloqueio de contas de 25 investigados.

De acordo com o que foi apurado pela PF durante a investigação, o grupo criminoso atuava em vários estados do País. Ele utilizava pequenas aeronaves e aeródromos para trazer drogas da Bolívia de forma clandestina, com posterior revenda no mercado interno ou envio para outros países por meio de transporte marítimo, a partir de portos localizados em Santa Catarina e em outros estados do país.

Quase duas toneladas de cocaína foram apreendidas durante a investigação, bem como 12 aeronaves, o que resultou na prisão em flagrante de alguns integrantes do grupo, tendo, inclusive, um dos seus líderes sido preso em meados de 2019 no Pará. A apuração colheu fortes indícios de que a quadrilha fazia parte de uma facção criminosa e também atuava no contrabando de armas de calibre restrito.

As ações têm por objetivo a desestruturação do grupo criminoso, com a responsabilização penal de seus integrantes e a constrição de recursos patrimoniais, garantindo que os bens e valores obtidos com as práticas criminosas retornem ao Estado e à sociedade.

 Por suas condutas, os investigados poderão ser indiciados pela prática dos crimes de tráfico de drogas (art. 33 da Lei nº 11.343/2006), associação para o tráfico (art. 35 da Lei nº 11.343/2006), organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013) e de lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98), cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos.

Em Balneário Camboriú um mandado de busca e uma prisão; em Bombinhas duas prisões e dois mandados de busca e apreensão; em Brusque um mandado de busca e apreensão, idem em Canelinha; em Florianópolis, um mandado de busca e apreensão e uma prisão e, finalmente, em Itapema, o top da ação em SC: seis mandados de busca e apreensão e duas prisões.

Ao todo, em todos os estados, 24 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão, quatro deles de indivíduos já presos.