UFSC é alvo de operação de desvio de recursos públicos federais

Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga desvios de recursos públicos mediante utilização da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e das fundações de apoio, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em dois locais de Florianópolis. 

A ação ocorre em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e é um desdobramento da Operação Torre de Marfim, deflagrada em dezembro de 2017. Informações preliminares, repassadas pela PF, dão conta de que tudo ocorre com base no resultado das buscas realizadas na primeira fase da operação e nos dados obtidos com a quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Em nota, a PF informou: “Foi possível identificar fortes indícios de pagamento de propina de R$ 2,4 milhões para um ex-funcionário do Ministério da Saúde, com o objetivo de que direcionasse verbas federais para a UFSC, no montante de R$ 40 milhões, para o projeto E-SUS Atenção Básica, que visava desenvolver ferramenta de informática para gestão de dados da atenção básica no sistema Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Segundo a PF, dois dos servidores investigados teriam movimentado cerca de R$ 300 milhões em contratos na coordenação de projetos e convênios entre os anos de 2010 a 2017.

“Durante este período foram identificadas diversas irregularidades quanto à execução financeira apontando para o desvio de verbas públicas e para a prática de outros crimes licitatórios.Também chamou atenção dos investigadores, um contrato questionado pelo TCU, onde um servidor aposentado da Universidade, que também foi gestor de projetos e teve sua própria empresa contratada por cerca de 20 milhões de reais, sem licitação.”