Manifestações de domingo

Em 2013, houve uma das maiores mobilizações populares de todos os tempos no Brasil. Maior até do que a das Diretas Já, em 1984. Uma confusão de motivos se alegou, restando o mote principal: por causa de R$ 0,20 centavos a mais nas tarifas de ônibus de São Paulo. Começou ali. Depois, em meio às aglomerações, falou-se de tudo. E nada ficou cravado como uma razão plausível. E por isso o aglomero ficou só nisso. Não houve qualquer outra consequência. 

E então, a posteriori, sucederam-se pancadarias, black blocks e, ao mesmo tempo, choveram motivos: corrupção doida, prisão de escroques oficiais, roubalheira desenfreada, mentiras de campanha, Congresso sacana - e nada mais se disse e nem foi perguntado. Nenhuma manifestação, só arremedos.

Agora uma nova convocação, sob ameaça de retaliação por governistas, supondo até, de acordo com a CUT, a presença armada nas ruas. Ameaça proferida dentro do Palácio do Planalto, na presença da presidenta. Que não censurou e nem corrigiu. Nossa democracia já foi melhor até no tempo dos millitares. Havia mais. 

Em um país sério, os líderes da CUT e do MST, por terem dito o que disseram, já estariam presos e condenados a muitos anos de penitenciária de segurança máxima. Num país sério, bem entendido. Não no país do PT.

Vamos ver o que acontecerá no domingo. Se não for fogo de palha, pó de traque, quem sabe cheguemos a algum lugar. Os precedentes não recomendam.