Não vou pra rua neste domingo

Não vou pra rua neste domingo, exceto pra tomar um pouco de sol, se tiver.
Não acredito nos efeitos dessas manifestações. Tanto quanto não acreditei naquelas parolagens de 2013 e nas demais. Depois daquelas, cagaram na nossa cabeça como quiseram e nada houve. É só firula. Se passeata, greves e protestos resolvessem, o Brasil seria um paraíso social e econômico imbatível. E sabemos, a um preço alto, que não é. Salgou-me a moleira fatos como a grande mobilização Diretas Já, lá muito atrás (1984), pedindo a abertura democrática, sob liderança de Ulysses, Brizola, Lula, Covas, Tancredo e tantos outros. O resultado: acabamos nas mãos de José Sarney, vice empossado pela morte de Tancredo (por que um filhote da ditadura como vice e não um líder das mudanças?) e, finalmente, nas primeiras diretas em 25 anos, elegemos Collor, outro filhote da ditadura e enganador de primeira linha. Eleito majoritariamente pelo mesmo povo que foi às ruas pelas Diretas Já.

Mais adiante, caímos na rede do governo atual, cujas propostas de ser diferente e sanear o Brasil terminou naquilo que vemos hoje. A ponto de pedirem o impeachment da presidente da República por absoluta inapetência com a solvência nacional. Verdadeiramente desolado e lamentando, mas não dá para acreditar em mobilizações, por mais fantásticas e grandiosas que sejam. Pela simples e mera razão de que nada muda, senão pra pior. Então, não vou pra rua. É perda de tempo.

De qualquer maneira, confiram em 2016.

Quero ser um macaco de traseiro vermelho se não elegerem os mesmos.