Marieta fecha unidade coronariana. E daí?

Hospital referência em todo o Litoral Norte, o Marieta de Itajaí está assoberbado de atendimentos em todos os níveis e padrões. O que não vai pra lá, vem pro Ruth Cardoso. E os críticos de plantão, ao invés de buscar soluções em conjunto, acionando o governo do Estado, preferem centrar suas críticas nas prefeituras. Porque, é evidente, isto é o mais fácil. Além de permitir reflexos políticos (algo duvidosos) e eleitorais. Poucos buscam. Muitos preferem retumbar os problemas. A situação do Marieta é a situação dos outros hospitais estaduais - difícil, apesar de o hospital de Itajaí ser, ainda, um dos de maior resolutividade dentre os de sua categoria, comparado, por exemplo, ao Regional de São José ou ao Celso Ramos. Aplicar orçamento em saúde não é gasto, não é despesa - é investimento social dos grandes. Tanto quanto em educação, segurança, saneamento e mobilidade urbana. No entanto, desejar que essa luz se acenda sobre as cabeças dos governantes é demais. A isto se soma a aventura tola de abrir um hospital meia boca em Biguaçú, regionalizá-lo e, no entanto, saber que ele vai atender pela metade. Dependendo de repasses federais e estaduais, a tendência é ser outro depósito de doentes desatendidos.