Candidato? Quem é ele?

Pouco se vê candidatos, verdadeiramente trabalhando em função da eleição de 2016, principalmente os postulantes do cargo de prefeito. Acham cedo? Verão que não é. Praticamente em 12 meses a eleição acontecerá. É tempo de os candidatos a candidatos saírem a mostrar suas diretrizes, pensamentos, objetivos, sentimentos - ensejando a visualização de suas personalidades pela população, particularmente pelo eleitor. Até para "medir a febre" e não sem antes consultar, em pesquisa própria, quais as angústias principais e quais as expectativas, qual o biotipo de candidato que o eleitor quer e espera para ser seu gerente da cidade. Uns auguram preferência por ser "o mais novo", outros por serem "os diferentes", outros por terem padrinhos fortes, outros por serem "filhos da terra", outros por serem formados e habilitados teoricamente para a administração, outros por terem força política natural. Outros por mera e simples arrogância e visão estrábica do processo, envenenados por suposições e hipóteses imaginárias e fantasiosas. 

É realidade que eleição se decide por detalhes, mais do que por méritos reais ou serviço prestado. Mais até do que por eventuais erros cometidos. É também verdade, todavia, que 70% dos eleitores não decidem por vínculos partidários ou ideológicos e o eleitor - em grande parte, decide a dias ou horas do pleito, dependendo do que tenha ouvido ou visto por último. Então, por que começar agora a tratar disso? Simplesmente para motivar o nome, aglutinar apoios, angariar simpatias, gerar mobilização e galvanizar confiança - e sedimentar força de modo a que, no momento da escolha das candidaturas, esteja na crista, no pódio do conhecimento do eleitor.

Não existe nada pior, em eleição, do que alguém citar o nome de um candidato ao pedir o voto pra ele e ouvir como resposta a desastrosa: "Quem é ele?"