A violência nossa de todos os dias

A reação popular, encurralando na delegacia da Mulher o assassino de Folha, o trabalhador morto (foto) friamente com um tiro à traição na noite de domingo na Barra, em Balneário Camboriú, demonstra e significa o sentimento de revolta popular com a criminalidade na cidade.

Foi preciso tropa de choque na madrugada para tentar retirar dali o assassino, um menor de 17 anos com 20 passagens policiais, mas solto sempre por todas as razões que, habitualmente, soltam bandidos e os colocam novamente nas ruas, impunes e ousados contra os cidadãos honestos.

As leis brasileiras são podres. Por isso, a Justiça brasileira não cumpre o seu papel. De modo tal que, como neste caso, tem mais policiamento garantido para proteger um criminoso frio do que alguém que, por uma dessas eventualidades de todos os dias, precise garantir sua vida contra os próprios bandidos. Num caso, a garantia de vida dos bandidos, sempre há efetivo pronto – e da elite. Noutro caso, nunca há. Que o diga a delegada de carreira e em pleno exercício, Maria de Fátima Ignacio, de quem roubaram um iPad em assalto à casa de sua filha em Joinville. Segundo ela contou no Facebook, tentou de todas as formas encaminhar sua queixa na própria instituição a que pertence e, mesmo identificada, não conseguiu sequer começar a investigação. Apesar do iPad ter sido rastreado e sua localização exata existindo. Como disse ela, “nem atendimento com ocorrência com prova provada e endereço”. Pior foi ela dizer que, desconsolada, pediu ajuda também à PM e, “desde soldado até tenente-coronel” ninguém lhe deu a mínima. Este é o quadro que temos e vivemos.