Nossa segurança de mal a pior

Estamos muito mal. De leis, de justiça e de segurança. Tudo junto e misturado.

Num episódio de violência, um jovem pai de família e trabalhador é morto sem reagir, de maneira covarde, por um bandido adolescente, com ficha criminal alentada.

Noutro episódio de violência, outro jovem pai de família e trabalhador é morto ao reagir naturalmente a uma tentativa de lhe roubarem o fruto do seu trabalho suado. Os criminosos estão sendo caçados pela polícia e por certo serão encontrados. O que acontecerá com eles? Se forem menores, serão “apreendidos” por três anos, no máximo, e serão soltos, considerada cumprida a pena. E podem matar novamente. E matarão.

E assim vamos seguindo, de tragédia e tragédia, de violência em violência, ante o espectro da impunidade criminosa, da falta de justiça, da carência de segurança, de leis vagabundas, de autoridades omissas. A cada dia está pior.

A ostensividade das polícias precisa existir. Não só isso: é preciso equipar a sociedade com meios de tirar essa gente espúria de circulação. Se forem menores, ter o lugar onde recolhê-los – e não temos. O Estado não dá a mínima pra isso faz tempo.

Hoje, é sabido, além de poucos policiais militares, inexistem policiais civis suficientes sequer para dar plantão nas delegacias, registrar ocorrências, fazer diligências. Até delegacias são alvo dos bandidos, como a do Monte Alegre. E mais de uma vez. Onde vamos parar?

Os nossos efetivos policiais só caem ao longo dos anos. Quanto mais população, menos policiais. Quanto mais bandidos, menos segurança.

Nossos políticos precisam parar de bla-bla-bla, de posar para fotos mostrando viaturas compradas a peso de ouro e inúteis como instrumentos de segurança.

Precisam parar de fazer a apologia da falsa segurança, como se vivêssemos num paraíso. Parem de usar falsas estatísticas, senhores. Queremos efetividade na segurança.