O sucesso que machuca

O réveillon de Balneário Camboriú superou todas as expectativas e, sim, pode ser catalogado como um dos melhores do Brasil. Há, sempre, os contestadores de plantão, alimentados por dores estranhas, inconformados sempre pelo sucesso da atual administração na consecução do réveillon. Sem equilíbrio, entram em gozo pleno ao criticar falhas, o que é normal, mas ficam silentes ou vão à cata de detalhes excepcionais para poderem desmerecer os méritos.

O usual é usar a expressão "cumpriu a obrigação". Claro, quando de um grupo contrário. Se for de um grupo favorável, é crédito de eficiência e diferencial de ação.

Vejamos: o agouro comeu solto em relação ao abastecimento de água. Torcidas frenéticas e escancaradas, dúvidas jogadas a toda hora (até uma inusitada e esquisita tentativa do Ministério Público de uma medida cautelar pressionando o município, ante uma visão hipotética da falta de água, na base do achismo puro e simples - intenção escorraçada pela Juíza Adriana Lisboa, pelo próprio absurdo da medida), torcida impiedosa para que os fogos não funcionassem (que chovesse, que falhassem, enfim, que não ocorressem). O próprio Diarinho do Litoral, na véspera, largou uma manchete com insinuações da possível falta de água. Bateu na trave. Desejaram e supuseram que a limpeza da cidade falharia, que a segurança fosse inferior. E nada disso ocorreu. Pelo contrário, a cidade viveu os momentos mais espetaculares dos últimos anos, com repercussão inusitada.

Deve ter gente que comeu o colarinho da camisa.

Houve quem, nas mídias sociais, tentasse desmerecer o comando do prefeito na gestão exitosa dos festejos da passagem de ano. Concentraram seus elogios no secretário Ademar Schneider - como se fosse possível dissociar a existência de um bom trabalho do secretário da orientação direta e o comando do prefeito. Porém, ao reverso, quando atitude erradas de um secretário, como ocorreram várias ao longo do tempo, os mesmos críticos atribuíam os fatos ao prefeito, tentando envolvê-lo. Explicando: quando as atitudes são positivas, os malacabados  creditam ao secretário; quando negativas, creditam ao prefeito. Coisa de rastaquera suburbano. Governo é governo, é equipe, é conjunto, é o todo. Nele, há peças que funcionam e peças que não funcionam. Aí cabe ao prefeito adotar medidas para fortalecer os bons e eliminar os ruins. 

Tudo isso e muito mais vai refletir em 2016, ano eleitoral. E bem por isso essas emoções afloram - uns tentando desmerecer e outros enaltecendo. Há aspectos sem engano: os fatos estão aí, pra serem vistos por quem tem olhos para ver. Não são parlapatões de plantão que irão modificá-los.