Bom, bonito, limpo e barato? Vão cachimbar formiga...

Matéria publicada pelo Diarinho do Litoral nesta quarta reacende, aliás impropriamente, a disponibilidade dos sanitários implantados em todos os quiosques da orla, em condições arquitetônicas ideais e com todos os requisitos pela atual administração. Tentando encontrar pelo em bola de sinuca, a matéria entrevista pessoas com postura crítica à limpeza dos locais e, sem embargo, ao fato de alguns quiosques cobrarem pelo uso.

Quando não existiam havia menos reclamações. Quando não havia chuveiros também se criticava menos ou nada. Supõe que a falta causa menos efeito negativo do que ter, pois aí começam exigências de todas as formas, algumas boas e justas, porém a maioria sem qualquer noção.

O uso dos chuveiros, por exemplo, depende da consciência de cada um. A administração não pode supor que, implantando um serviço, terá que tutelar um a um dos usuários para que se comportem adequadamente. Assim é neste caso e também na limpeza urbana, no trânsito, na mobilidade, por exemplo. Mais de 80% do bom funcionamento - se não for mais - depende da consciência social. 

O uso dos sanitários, idem. E cá pra nós: a gratuidade só estimula a esbórnia, o mau uso, a deturpação da finalidade. É um erro colocar o uso de sanitários públicos ou chuveiros de graça. Até porque água custa dinheiro e os sanitários precisam ser mantidos limpos e desinfetados, com papel higiênico e toalhas de papel, além de sabonetes. Isto tem um custo. A gratuidade, no máximo, deveria se restringir aos clientes do quiosque respectivo, como valor agregado ao consumo. 

Há muitos ingênuos que ainda insistem neste papo furado.