Eleição, oposição e situação, qual a realidade?

Não se iludam os ilustres candidatos a candidatos: eleição é uma caixinha de surpresas. Perdedores de hoje podem ser vencedores de amanhã e vencedores de hoje podem ser perdedores de amanhã. E em eleição nem tudo o que parece, é; e nem tudo o que é, parece.

O exemplo das prévias americanas é salutar: pelos Democratas, Hillary Clinton sobrava na indicação do partido. Nas primeiras prévias surgiu um desconhecido, um azarão, Bernie Sanders, senhor acima dos 70 anos, embatucando a vitória de Clinton em Iowa. Do lado republicano, o absoluto até aqui, Donald Trump perdeu para Ted Cruz e quase ficou em terceiro lugar. Ainda tem muito chão pela frente nas primárias americanos, mas passa a ser mais disputada.

Dentre os nomes que temos até agora por aqui, um exemplo precisa ser lembrado, dentre tantos: Nilson Bitencourt foi um candidato com uma campanha intensa, coisa pra 1.500 votos no mínimo. A imaginação é de que chegaria com folga. Não chegou. Ficou nos 832 votos.

Em relação à eleição deste ano, em Balneário Camboriú, uma realidade interessante foi cogitada pelo ex-governador Leonel Pavan (palavras dele): se houver três candidaturas ou mais, o candidato de Piriquito leva fácil. O motivo é simples: tem a força da máquina. Não é por menos que o tentam desqualificar como grande cabo eleitoral. Podem supor que o desgaste do poder refletirá na eleição e isso é uma verdade. Mas a outra verdade é que os demais candidatos partirão do nada, do zero. Há um patrimônio visível, no caso de Piriquito, a ser mostrado e explorado na eleição. As críticas negativas esbarram, muitas delas, na simples constatação a olho nu. Nem sempre o que se diz é o que se vê ou sente.

As oposições cometem o erro primário de continuar fustigando sem mostrar suas alternativas e, na eleição, precisará mudar para decantar as virtudes dos seus candidatos. Pois se continuarem a trocar isso por ataques ao governo, só ensejarão mais volume à campanha do candidato de situação. Afinal, se dizem que Balneário Camboriú precisa de uma nova realidade, pergunta-se: qual é?