O encardido fazer melhor na sucessão política

Começam nas mídias sociais as postagens dos pretendentes a candidaturas, com suas abordagens típicas, tentando demonstrar ao eleitorado seus pensamentos e objetivos. Uns, mantendo uma linha crítica ao atual governo; outros, ressaltando suas conquistas. Há os que, fieis à sua condição de situacionistas, exaltando pontos positivos. Há os que, fieis à sua condição de oposicionistas, mostrando ou tentando mostrar as exceções. Na política eleitoral, normal. Assim deve ser e assim é.

Há os que, durante sete anos, viveram a criticar, criticar, criticar - deixando de lado suas próprias virtudes e deixando de mostrar seu trabalho. Agora, em cima da eleição, procuram estabelecer uma "agenda positiva", uma personalidade útil, uma vontade de fazer e colocam no horizonte suas propostas. Meio tarde. Tanto na situação como na oposição há os que, de um jeito ou outro, entram em conflito consigo mesmos - são antagônicos de suas ideias: de críticos passaram a parceiros dos criticados e outros de parceiros passaram a críticos dos antigos consortes. Os exemplos estão aí, se alguém quiser lembrar, num esforço não muito grande de memória.

Há os que tentam reduzir ou criticar as obras realizadas pelo governo, mas, quando estiveram lá, não tiveram ousadia de sequer tentar. Na verdade, faltou iniciativa e coragem de fazer, por simples medo de errar. Esquecendo-se que o erro é inerente da ação.


É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota.” 
― 
Theodore Roosevelt

[Fonte: "The Strenous Life", Discurso realizado em 10 de Abril de 1899]


Perfeições são impossíveis num lapso de tempo tão significativo como um mandato, sujeito a interferências de todo tipo - legais, estruturais, políticas, financeiras, humanas, profissionais ou sociais. 

Pois lá por outubro o eleitor vai dizer onde está a razão. E aqueles que perderam tempo criticando, verão que teria sido melhor trabalharem no sentido de evidenciar otimismo e praticidade em seus projetos. Pois projeto, projeto, projeto mesmo até aqui não mostraram. Exceto o encardido "tentar fazer melhor". Só o que faltava prometer não melhorar.