Rola-bostas ou testas-de-ferro

A técnica é manjada: em época eleitoral, partidos e/ou candidatos elegem testas-de-ferro ou rola-bostas profissionais para saírem nas mídias sociais e na imprensa atacando seus adversários. Em geral, se não na totalidade, gente inexpressiva política e eleitoralmente. Se os atacados se renderem à provocação e estabelecerem polêmica, o resultado foi alcançado. Nessa estratégia, manjada demais, só um lado perde, pois um, o dos rola-bostas e testas-de-ferro nada perde por nada ter a perder. E cumprem o seu papel.

No passado recente, Auri Pavoni entrou nessa e, ele mesmo reconheceu, perdeu preciosos momentos respondendo a gente sem expressão, provocado por acusações de todos os tipos. Como diz o vulgo, "se queimou" com as acusações e acabou se enfiando numa roda-viva de coisas chulas, deletérias e mórbidas. Muito longe do seu nível e muito próprio do nível dos seus algozes.

E nessas polêmicas contra a turma dos zé-ninguém ou rola-bostas ou testas-de-ferro, é como brigar com um deficiente: se bate, é covarde ou "prevalecido"; se apanha, é pamonha. Ou seja, a perda vem de qualquer jeito e a imagem fica prejudicada. Qual a solução? A realidade. Responder com a realidade sem responder ao atacante. 

Em combate de guerra, o ataque pelos flancos é o melhor. Em polêmica jornalística ou via mídias sociais, espere o momento certo e não chegue de frente e nem de cabeça quente. 

Pior ainda é que muitos ataques são feitos com base em suposições, em hipóteses, em teses criadas com base em armações e sob fundamentos falaciosos e fantasiosos, até usando certa arte de números e dados. Cuja convicção só eles têm. Só servem para dar uma conotação de legitimidade. Falsa legitimidade, mas os fins justificam os meios.

Em alguns casos, as críticas e sua insistência é caso de patologia. É doença, tal a assiduidade. Em todo caso, continua valendo o comportamento: responder a essa gente de pouca envergadura é se perder no limbo de uma briga em que só se tem a perder, qualquer que seja o resultado.