Eleição em BC sem favas contadas

As pedras do xadrez político-sucessório se movem muito rapidamente. No processo, definitivamente, não há favas contadas. Há pouco, proclamava-se falta de opções do PMDB. Até lançaram, adredemente, o nome de empresário filiado ao partido como forma de provocar e demonstrar inexistência de alternativas. Bom dizer: empresário filiado, porém sem vida partidária. Nunca compareceu a nada, nem reuniões formais, nem festivas, nem campanhas, nada. Apenas filiado. De repente, do nada surgiram três nomes possíveis: Jone Moi, Ademar Schneider e Jade Martins Ribeiro. Esta, inclusive, em intensa participação como pré-candidata, mais que os outros. Muito mais. E no caso dela, poucos terão tido vida partidária, política e administrativa no atual governo do que ela. Muito poucos.

As possibilidades estão encancaradas. Nas oposições, já se sabe - ao menos pelo que se ouviu - que todo mundo, nos partidos com maior viabilidade, quer ser cabeça-de-chapa e não admitem, em princípio, outras situações. Exemplos de PR e PSB. Os demais, nem tanto. O PSDB quer uma carona, pois, por incrível que possa parecer, apesar de ser o partido de mais filiados, não é o mais forte contendor, com ou sem Leonel pai na corrida. A briga é para pegar uma vaga de vice. E, neste caso, só cabe nas chapas eventuais do PR e do PSB.

Ainda há muito chão pra percorrer. Vamos aguardar.