Oposição batendo cabeça e engolindo sapo

Segundo comenta Waldemar Cezar, do jornal Pagina 3, há conversa do PSDB para uma aliança com Fábio Flôr. Reações se mostram em alas dentro do partido e indicam outra composição – esta com Fabrício. Seria o mais lógico, exceto pelo fato de o pré-candidato do PSB admitir, porém sem nenhum Pavan na chapa majoritária. Qualquer outro nome abre portas, menos este. É notório que Fabrício não abre mão da cabeça de chapa.

Avaliando as conjecturas, é de espantar uma união do tucanato com Fábio Flôr. Não tem aparência de coligação propositiva. O jeitão é de busca mera e simples de poder. Só pra ver como fica.

Desde o começo o deputado Pavan força a barra para o filho ser candidato. Ou a prefeito pelo PSDB, com chances mínimas de chegar ou como vice de um candidato com bom potencial, como Carlos Humberto, Fabrício ou, agora, Fábio.

Tucanos dizem que se o entendimento com Fábio vingar, ele entra por uma porta e eles saem por outra. Por sua vez, Fabrício rejeitando alguém do clã donatário do PSDB deixa muito clara uma linha de rejeição natural, relembrando, quem sabe, a rejeição que ele mesmo sofreu quando lá estava.

A gente pensa: tanta gente, tantos candidatos e borbulham desentrosamentos. Nem pra vice? É... Tá feia a coisa.

Ao final de suas conjecturas, Waldemar Cezar pensa: “Eu fico olhando, escutando e me perguntando como o outrora maior partido da cidade chegou a este ponto”.

Dá para explicar: tudo vem da concentração excessiva de poder da sua liderança maior, que sempre tratou os partidos por onde andou como propriedade particular, sempre sob um tacão autoritário – primeiro o PDT, depois o PSDB. No fim, criou-se uma ilusão de poder e esta dependência exagerada produz esses fenômenos agora vistos – a falta de um caminho.