Pesquisa é pesquisa, eleição é eleição

Revendo aqui pesquisa do Ibope para SC (feita para a RBS) na eleição de 2014 e conferindo os números, cheguei à conclusão de que pesquisa é pesquisa, eleição é eleição. O erro foi brutal.

Os números indicaram supremacia absoluta de Dilma Rousseff ou Lula em SC. O resultado das urnas a gente viu.

Indicaram também números ínfimos para Dário Berger no Senado. Perdia para todo mundo em todas as formulações. O resultado das urnas a gente viu.

Pesquisa é pesquisa. Eleição é eleição. Fato.

Cercando meus frangos no terreiro cá do meu quintal, recebo e vejo muitas pesquisas informais, dessas distribuídas via Internet pra ver se algum trouxa divulga ou repercute e leva uma multa da Justiça Eleitoral na espinha. Chegaram três, com resultados diametralmente opostos, creditadas à empresa Perfil e a outros institutos menos acreditados.

Mesmo assim é interessante observar a intenção nas suas entrelinhas. Interpreto que se alguém insiste muito em despejar falsos números com o seu nome em primeiro, ele não está em primeiro. Quem está em primeiro não perde tempo com falsos números, com informações enganosas.

Hoje é proibido, mas na eleição municipal passada chegaram a publicar na capa do Diarinho, na antevéspera da eleição, uma enquete, como matéria paga, anunciando o “já virou” – querendo forçar que a supremacia de Piriquito, então inegável e inexorável, estaria cedendo e Rubens e Fabrício haviam recuperado terreno. Foi uma grossa mentira. Mentiram pra eles mesmos, conscientemente. Na eleição, foi um verdadeiro banho de votos. Alegaram que foi para “acender a militância”. Sei.

A tese que defendemos é que pesquisas, dessas quentes e bem feitas, devem ser acreditadas ou não. Unilateralmente. Ou se crê em todas ou em nenhuma. Repito: as verdadeiras.

Mesmo assim, dependendo de como se organiza a planilha e como se faz as entrevistas, o resultado pode ser enganoso. Conheço pouquíssima gente que respondeu a pesquisas. E, destes, uns disseram que alguns entrevistadores “forçam a barra” em torno de determinadas situações, nomes inclusive, tentando induzir respostas desejadas.

Confio mais nas pesquisas internas, para consumo dos partidos e candidatos, feitas para avaliar a situação real e dimensionar, direcionar e organizar a campanha.

Algumas dessas eu vi. Os números, diria Antônio Rogério Magri, são “indivulgáveis”, mas mostram um quadro totalmente diferente do que se vê por aí.

Sem dúvida, a pesquisa definitiva é o resultado das urnas.