Os turistas maltratados e minha alma leve

Andei de bondindinho neste Sete de Setembro, por vontade própria. Fui à Barra Sul. Na ida, veículo vazio. Só eu e outra pessoa lá dentro. Na volta, lotado. E foram pegando gente pelo meio do caminho. Até não ter mais espaço para nada. E continuaram pegando, com o pessoal se amontoando. Na parte de trás do bondindinho, para idosos, estavam eu e mais dois. E com a superlotação, o pessoal foi sentando. Era famílias com crianças pequenas. Conversando com eles, eram turistas do Espírito Santo. No trajeto, um deles reclamou da superlotação e houve uma discussão áspera com o cobrador. Desagradável. O cidadão foi calmo, o cobrador xingou com palavras de baixo calão. Mal, muito mal. 

Vim conversando com senhoras e senhores da turma. Foi quando descobri sua origem. Perguntei-lhes sobre Vitória e Balneário Camboriú. Afirmaram e reafirmaram seu encantamento com nossa cidade e sua infraestrutura. Maravilhosa, disseram. Nem comparação com Vitória e outras cidades que conheceram. Um senão: tentaram chamar táxi pelo aplicativo de celular e aguardaram que algum passasse por ali para poderem tomá-los. Nem de perto. Mais de uma hora esperando e nada. Foi quando embarcaram no bondindinho. Pessoal extremamente simpático. Procurei aliviá-los, com uma boa receptividade, compensando a desagradável discussão com o cobrador. Acho que consegui. Quando desci, me saudaram entusiasmados. Minha alma ficou leve.