Plano Diretor e eleição direta nas escolas

Fantástica a repercussão da votação do Plano Diretor, determinada pela presidência da Câmara, a concluir-se antes do recesso de final de ano e a eleição direta para diretores das escolas municipais.

Tudo determinado por lei e amplamente discutido no seu devido tempo e de acordo com as regras. Fartamente discutido e do conhecimento pleno. 

Mas decidiram alguns que é inapropriado votar o Plano Diretor agora, após as eleições e, do mesmo modo, colocar em votação os novos diretores de escolas antes da posse do novo prefeito.

Bobagens. Tudo foi debatido em todas as instâncias por meses, até anos a fio. Em fase conclusiva, devem mesmo ir a termo. Não há o que discutir. Se houver irregularidades ou atropelos legais, basta contestar judicialmente e anular. É até rápido. Mas talvez a questão seja justamente esta: não há o que contestar quanto à legitimidade. 

Ainda se tem a mania de achar que um mandato de prefeito termina ao saber-se o resultado da eleição e não no dia 31 de dezembro do ano final. Mandatos de vereadores idem. 

Lamentam-se da "babada" do vereador Leonardo Piruka e outros membros da Comissão de Justiça, que aguardaram para decidir depois do pleito e não perceberam que, regimentalmente, perderiam os prazos de validade legal, como de fato ocorreu e coube ao presidente Nilson Probst destituí-los inapelavelmente e nomear um novo relator. Na certa a intenção era procrastinar.

Mas vejam: o Plano Diretor, de que tanto falam, foi sobejamente debatido e deliberado à exaustão. Inclusive com participação efetiva e forte do vice-prefeito eleito, então presidente do Sinduscon. Com pareceres aprovados e decisões tomadas no final. E decidiu-se pela tramitação na Câmara. Que chega ao seu final.

O resto é choro livre. Ninguém manda sentar com o pensante e pensar com o sentante.