As indicações intempestivas

Acompanhamos. ao longo desses dias, um açodamento incrível na indicação de nomes para o governo do futuro prefeito. Parecem ser, essas indicações, uma vontade deste ou daquele - não de ajudar, propriamente, mas de demonstrar poder ante o novo mandatário. Sabe-se de nomes citados e descartados e de nomes possíveis convidados e com convites declinados. A demonstração é simples: não é tão simples assim buscar bons assessores. A comprovação, aqui ou em outras cidades - Itajaí inclusive -, é a busca de assessores principais até em cidades distantes. Falta gente competente por aqui? Não temos um campo tão limitado assim, cremos.

Na verdade, questionamos no Facebook que competência não é o critério usado para a nomeação de assessores, genericamente. Nem aqui nem em lugar nenhum. Nem em governos municipais, nem em governos estaduais e nem no governo federal. Há as exceções, claro, mas são raras. E isto acontece pela simples e boa razão que os eleitos têm vínculos e compromissos dos quais não podem abrir mão ou renegar, deixar pra lá. Ou nomeiam ou se complicam. Os partidos do arco de aliança da eleição acham que têm direito de indicações - e têm - e nem sempre indicam gente adequada, técnica e profissionalmente. 

Em todo caso, pior que isso é sofrer o assédio permanente de políticos, vereadores, deputados ou senadores, que no tempo de governo querem coisas impraticáveis e impossíveis de serem concedidas - sob as penas da lei, inclusive -, mas disso eles não querem saber. 

Voltando a Balneário: Fabrício até agora foi o único que nada disse sobre sua futura assessoria. Nem falou em nomes. Todo mundo ao seu redor já falou e especulou, jogando a público as nominatas, incluindo ou excluindo. A saber se o consultaram a respeito ou apenas, ante o acúmulo de indicações, levaram a ele mais problemas do que soluções.