O exemplo cívico da farofada da Brava

Vereador Osvaldo Mafra, de Itajaí, questiona a necessidade de as autoridades fiscalizarem a ocupação da faixa de areia da orla do seu município, atitude que serve também para as demais cidades da região litorânea.

Diz ele: “A faixa de areia é pública. Não pode e não deve ser demarcada por quem quer que seja. Principalmente para fins comerciais. Em Itajaí, por exemplo, contamos com belas praias, que atraem turistas de várias partes do país e até do mundo. É o quintal da casa dos itajaienses. Há mais de cinco anos nas praias do município existe uma polêmica muita grande, em torno da questão de estabelecimentos que desejam atuar na orla das praias, estar mais próximo do cliente, oferecendo seu serviço e mais comodidade.

E nesta semana, um caso em uma dos bares na Praia Brava, canto norte chamou a atenção e indignou toda a população de Itajaí e região. De acordo com consumidoras que estariam com um isopor de bebidas, e ocuparam as cadeiras e uma mesa de um bar, um garçom teria sido maleducado com elas, mesmo informado que iriam consumir. Elas não iam beber, mas gostariam de comer. As jovens se retiraram e utilizaram a rede social para divulgar o tratamento. O proprietário acabou insultando a jovem e a situação está crescendo e se tornando cada vez mais crítica e negativa para a cidade”.

Tudo em função da pouca prática de um dono de bar da moda na Praia Brava, que criticou publicamente uma frequentradora, chamando-a de “farofeira” por se postar na frente do seu bar, ocupando uma de suas mesas, sem consumir. Então, via redes sociais, houve uma convocação para uma legítima "farofada" na Brava neste sábado, em frente ao bar do litígio. E funcionou. E este é o mal: o espaço público acaba se tornando posse de particulares por concessão tácita ou por inoperância das autoridades. Assim é com quiosques, churros, com canchas de bocha, com sombrinhas e cadeiras alugadas, com tendas de temporada e outros tipos.

Em Balneário Camboriú os abusos são recorrentes e permanentes neste sentido, aí incluídos condomínios, bares e restaurantes. Só arrefecem quando há ações do Ministério Público, mas dura pouco. Só o tempo da autuação, como é de lei ocorrer no Brasil dos desmandos continuados.

Tomara que as novas administrações mudem isto. A gente duvida, mas continua desejando uma mudança positiva.