Estado pensa em fechar escolas em SC

O secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps, prestou esclarecimentos aos membros da Comissão de Educação sobre o fechamento de escolas em Santa Catarina e as mudanças na grade curricular do ensino médio, em reunião realizada na manhã desta terça-feira (13), no gabinete do presidente do colegiado, deputado Aldo Schneider (PMDB).

Deschamps falou sobre o planejamento desenvolvido pela SED para reordenamento de unidades escolares, conforme critérios de demanda e oferta educacional, com o objetivo de otimização de recursos. “Além disso, é possível trabalhar com o município a organização da oferta. Ele pode ficar, por exemplo, com o ensino fundamental e o estado concentra no ensino médio, ou o município fica com os anos iniciais do fundamental e o estado com os anos finais e o médio”, disse. “Depende muito da organização, mas sempre procurando tornar eficiente a aplicação dos recursos e garantindo a qualidade no atendimento”, acrescentou.

O secretário citou, ainda, dados do censo demográfico que apontam redução na população de jovens de 15 anos por volta de 2030. “A previsão é que, daqui a cerca de 14 anos, tenhamos 25% menos estudantes no ensino médio. Isso traz vantagens e desvantagens. Se reduzida a demanda e mantido o investimento educacional, haverá mais recursos para aplicar per capita por aluno”, destacou. “No entanto, certamente haverá a necessidade de descontinuar algumas unidades escolares. Esse é um trabalho para ser feito com a comunidade, mostrando os avanços, mas abre a oportunidade de implementar a educação em tempo integral”, complementou.

Segundo o titular da pasta de Educação, atualmente o Estado conta com 1.080 unidades escolares e 550 mil alunos matriculados.

Reforma do ensino médio

Eduardo Deschamps também respondeu a questionamentos dos deputados sobre as principais mudanças previstas na Medida Provisória 746/2016, que trata da reforma do ensino médio. O secretário frisou que as modificações na grade curricular devem ser aplicadas somente após a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “A minha expectativa é que antes de 2019 não entre o currículo com os chamados itinerários formativos flexibilizados. Também serão feitos ajustes junto ao Conselho Estadual de Educação e com a participação de toda a sociedade catarinense. A nova legislação traz inovações e desafios imensos para implementação quanto à formação dos professores, oferta de material didático, organização das unidades escolares”, comentou.

Conforme o secretário, a SED prepara uma nova grade curricular para algumas escolas de ensino médio em tempo integral. “Procuramos fazer por meio de um eixo articulador a integração das diversas disciplinas, que hoje são trabalhadas de maneira diferente, baseado num projeto de vida e em intervenções que o estudante pode fazer, inclusive na sua comunidade.”