Análise sobre o secretariado anunciado

Analisei os indicados presentes e futuros do prefeito eleito Fabrício Oliveira:

FME – Alessandro Kuehne
(As manifestações acompanhadas nas mídias garantem pessoa certa no lugar certo. Vox populi, vox dei)

TURISMO – Altamir Osni Teixeira
(Profissional sério no seu ramo – contabilidade e empreendedorismo. A saber em planejamento turístico. Se souber se cercar e lidar com gente, deverá se safar bem. É ladino)

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA – Antonio Gabriel Castanheira
(Tem currículo como os demais. Incógnita quanto à atuação. Em aguardo)

ARTICULAÇÃO GOVERNAMENTAL – Ary Souza
(Tem amplitude. Apesar de ter gerado áreas de atrito quando vereador, tem personalidade forte e sabe dialogar. Bom se não tentar se impor e conversar mais, cedendo e avançando estrategicamente)

EMASA – Carlos Haack
(É tranquilo. Conhece administração, embora tecnicamente desconheça muito do que se passa em água e esgoto da cidade, onde detalhes podem ser significantes na hora de decidir, rendendo muita satisfação ou encrencas enormes)

BCPREV – Douglas Costa Beber Rocha
(Se tecnicamente estiver preparado e conhecer do metiê, pode garantir-se. Já houve exemplos passados de gente que chegou lá sem saber quase nada e se safou bem)

ADMINISTRAÇÃO – Edson Berteli
(Tem visão boa. Tecnicamente preparado. Até onde se sabe, tem jogo de cintura e é ali que deverá mostrar jeito)

PLANEJAMENTO E OBRAS – Edson Kratz
(Sabe e conhece muito da cidade e da máquina administrativa. Impressionante o detalhismo com que vê a cidade e suas perspectivas. Será o eixo principal do governo, sem dúvida)

COMPRAS – Fernando Marchiori
(Tem conhecimento técnico no que vai atuar. Já esteve lá)

FUNDAÇÃO CULTURAL – George Varela
(É do meio cultural e artístico. Isso nem sempre garante muita coisa, mas se tiver experiência em gerar egos e conflitos, se sairá bem. Um advogado foi bem no cargo)

SAÚDE – Jorge Teixeira
(Sabe tudo e é do ramo. Falei-lhe sobre o drama do Ruth Cardoso. Mostrou preocupação, mas não medo. Isto é bom)

GABINETE – Julimar Dagostin
(Tem cacife pra ser comandante da antessala do prefeito. Além de ser milico de origem, portanto detalhista e organizado. Será um esteio importante do gabinete do prefeito)

MEIO AMBIENTE – Luiz Henrique Gevaerd
(Sabe tudo e é gerador de soluções ambientais. Com os problemas que temos e teremos, será importante a sua atuação. Embora uma coisa seja uma coisa e outra coisa seja outra coisa. Estar lá fora, traçando projetos e implantando privadamente é uma. No público é um pouco mais embaralhado)

TRANSPARÊNCIA E CONTROLE – Victor Domingues
(Currículo bom. Mas a saber se a lei lhe dá amparo de experiência. Parece que não dá, mas veremos)

FAZENDA – Wesley Galvão dos Santos
(Se tecnicamente souber lidar com finanças públicas e, como outros, souber lidar com egos, se sairá bem. Precisará de amparos de dentro para fora)

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Quanto à Comunicação, Fabrício anunciou uma reformulação. Torná-la mais racional, ágil e moderna. Concordo. Com a modernidade, não se admite essa forma difusa e complicada de comunicar. Comunicar, neste caso, é muito mais – e põe muito mais nisso – do que apenas repassar informação. Vamos ver quem será que comandará o processo.

Quanto á Procuradoria. Se for mesmo José Galvani Alberton, como ouvi, será uma conquista e tanto. Alguém profissional altamente gabaritado, ex-Procurador Geral da Justiça de SC, tarimbado pra mais de metro e totalmente fora de vinculações com políticos e partidos. Escolha acertada.

Para a inclusão Social, será ótimo deixar de lado nomeação política ou de políticos. Profissionalizar é o caminho. Para os que reconheci profissionalmente, as opiniões estão abaixo dos nomes.

A expectativa é Educação, um dos calcanhares de Aquiles - o outro é a Saúde - de qualquer administração em qualquer nível. Se agradar à comunidade, sairá bem. Se não agradar, terá que se ajeitar a custo de muitas idas e vindas.

Parte dos indicados deixou muitos a indagar sobre quem seriam. Alguns até de outros estados e, portanto, só se poderá emitir opiniões vendo-os atuar. Tomara que confirmem o que se espera deles.

Finalmente, grande parte me é desconhecida, pessoal e profissionalmente. Isto é bom sob o aspecto de que se fugiu um pouco da mesmice e das obviedades. Muitos são de outros estados, fato com que muitos não concordam e já começam a questionar. Competência não é questão telúrica, no entanto. Ou se tem ou não se tem. E pronto.

Post Scriptum: fez bem o vice-prefeito em liberar o prefeito de indicar seu nome, como se cogitou no início. Dizem que é por causa de um frisson entre o novo governo e o PR. Pode ser TAMBÉM. Mas não é só. Carlos Humberto preferiu (corretamente) se preservar. Intencionalmente ou não, acertou.