Mulheres em secretariado, uma discussão estéril

Mesmo sob paixões e ante o fato de serem competências iguais, essa discussão sobre o prefeito Fabrício Oliveira ou qualquer outro dos eleitos indicar cotas definidas de mulheres para sua assessoria como uma quase obrigação, soa estéril. Primeiro que, se for analisar as prefeitas eleitas, nem elas dão muita atenção a isso. Aliás, as mulheres nem se preferem nas eleições. Em Balneário Camboriú, na gestão anterior da Câmara Municipal, só uma vereadora. Agora, com mais cadeiras disponíveis, de novo só uma. 

Num debate aberto sobre indicação de mulheres ou voto em mulheres, aliás, muitas foram incisivamente sinceras: gênero não se sobrepõe a competência. Mas mesmo assim, mulheres deverão estar lá. No escalão superior ou intermediário.

A discussão é boba porque não acrescenta nada ao processo. Nada mesmo. Há coisa mais importante para ser tratada, numa cidade prenhe de problemas e sequiosa de soluções e projetos novos. E aí tanto faz mulheres ou homens. Somente pessoas comprometidas e competentes.