Amfri e licenciamentos, os entraves e balelas

Aguardem os administradores municipais uma série de empecilhos e embaraços nos licenciamentos ambientais de alargamento da faixa de areia, sistema sanitário, molhe norte e Canal Marambaia. Verão com quantas dificuldades se convive nessa caminhada. Só há, efetivamente, um caminho através do qual se resolve: influência política. Na parte técnica as dificuldades podem ser superadas, mas tudo são números e detalhes por vezes incompreensíveis. E também se acrescentam dificuldades, se quiserem. Uma atrás da outra – ad aeternum. De modo que nunca se resolva nada. Sem dó nem piedade. Só para se ter uma ideia do que isso seja, a falta de LAO – Licença Ambiental de Operação – do sistema de esgoto e água de Balneário Camboriú vem desde 1982. Tá explicado?

Este é um primeiro aspecto. O segundo é em relação a eventuais vantagens e benefícios a serem conseguidos em função do retorno á Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí). Dizem que, via Amfri, resolvem-se problemas como, por exemplo, adquirir-se produtos e serviços de forma colegiada e, portanto, mais baratos para a área da saúde, pressupondo-se uma maior oferta. Aqui seria bom mostrarem-se estatísticas e números reais do quanto isso ocorreu em relação a outros municípios, como Camboriú e Itapema, os maiores “contribuintes” dos atendimentos no Hospital Ruth Cardoso, para aqui receber o que não têm lá. E também no uso de laboratórios para os exames que, dizem, seriam facilmente adquiridos “mais baratos e abundantes” via Amfri. Ademais, quais projetos foram executados com vantagem para Balneário Camboriú no tempo em que esteve filiado à Amfri e, inclusive, a presidiu? Só curiosidade, mas me digam.

Aguardamos uma explicação sobre isso.

Não chega a tanto, mas a Amfri é para a região como o tal Parlaamfri, quanto ao custo-benefício. Até porque as duas repartições geram muitos empregos de apaniguados dos respectivos prefeitos presidentes, fugindo às suas próprias finalidades.