Aditivo do Centro de Eventos para cobrir erro de projeto

Vereador Marcelo Achutti encaminhou pedido de informações à Prosul, empresa responsável pelo projeto do Centro de Eventos de Balneário Camboriú, pedindo explicações detalhadas sobre o aditivo de R$ 16,2 milhões, assinado em 30 de janeiro, a fim de custar alterações no projeto inicial.

O vereador tem a preocupação de todos: o projeto foi aprovado e vistoriado incessantemente desde o início (ou não?) e, já com a construção estruturada, descobriram-se insuficiências de espaço e despropósito de finalidades (tudo menor do que o início e tudo menor do que as reais previsões). E é isso que causa espécie. A considerar-se o envolvimento de técnicos e especialistas gabaritados, da própria empresa e dos governos estadual (principalmente) e municipal, tem a cara de um erro primário cometido por desídia ou imperícia. O prejuízo é, pra começar, de mais R$ 16,2 milhões de aditivo para corrigir o que não deveria ter ocorrido, seguindo-se a proposta inicial. Quem deveria arcar com isso é a empresa contratada, não o Estado – em última análise a sociedade pagadora de impostos. Haverá alguma cláusula de segurança no contrato quanto a isso? Quase certo que não. Aliás, nada consta em nenhum contrato do serviço público com empreiteiras. Daí o festival de irregularidades a que estamos assistindo neste Brasil velho de guerra. E aditivos, meus irmãos, virou modalidade contratual. Nenhum contrato de obra nenhuma existe sem aditivos. NENHUM. Por todos os motivos ou por nenhum. Quem conhecer alguma exceção, aponte.

Independente das justificativas eventuais sob o questionamento do vereador Marcelo Achutti, nada convencerá da correção do projeto. O próprio erro fundamental e primário indica isso. E não absolve ninguém, de cima a baixo. A saber quantos aditivos ainda serão necessários.