Deputados desancam Autopista e ANTT na Assembleia

Os deputados Mário Marcondes (PSDB), Nilso Berlanda (PR) e Maurício Eskudlark (PR) foram à tribuna do plenário da Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (16) para criticar a Autopista Litoral Sul, concessionária da BR-101 no estado, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelo fechamento de diversos acessos aos municípios localizados no entorno da rodovia. As mudanças, realizadas sem consulta pública, conforme afirmam os parlamentares, vêm ocasionando diversos transtornos à população e prejuízos à economia local.

Primeiro a levantar a questão, Mário Marcondes citou como exemplo o fechamento de um acesso a Tijucas, o que teria obrigado os moradores da comunidade de Imacol a percorrerem um trajeto de 5 quilômetros a mais para chegarem ao centro do município. A medida, disse, também teria prejudicado as empresas instaladas nas imediações, que agora precisam fazer um amplo retorno para acessar a rodovia.

Outra situação que vem causando prejuízos, acrescentou Nilso Berlanda, é a falta de vias complementares à BR, cuja responsabilidade caberia à Autopista Litoral Sul. “Na Costa Esmeralda temos um aeroporto de muito movimento e as empresas estão tendo que pagar duas vezes, pela falta de um retorno e uma marginal. Procuramos falar com a Autopista, mas eles nem mesmo atendem as ligações.”

Com relação ao fechamento do acesso a Tijucas, Marcondes afirmou que vai acionar o governo do Estado e o Fórum Parlamentar Catarinense em Brasília, em busca de uma solução. “Esperamos obter apoio para que a portaria que autorizou o fechamento seja revogada o quanto antes para que Tijucas possa ter seu acesso refeito.”

Para Maurício Eskudlark, ainda que tenha bons propósitos em suas ações, como tornar a rodovia mais rápida e segura, a empresa peca pela falta de “visão”, ao não consultar a população afetada. Nestes casos, ele sugere que a comunidade se mobilize por seus interesses, a exemplo do ocorrido em Balneário Camboriú. “No município, os engenheiros entendiam que tinham que fechar o acesso à Barra Sul, mas a comunidade se juntou e conseguiu que continuasse funcionando.”