Gestão do hospital: mudança de hábitos

A procura de uma saída mais racional para a administração do Hospital Municipal Ruth Cardoso, de Balneário Camboriú, pode ser a constituição de um grupo gestor, como defende o atual governo municipal. Restam perguntas: se o custeio continuar sendo quase exclusivo do município (73%) e os municípios vizinhos que o utilizam não participarem e o Estado não colocar mais do que os 2% que põe (equivalente a 10 dias de atendimento por ano), o grupo gestor pouco poderá fazer, a não ser espernear. E então questiona-se: o que os municípios colocariam de recursos no custeio do Ruth Cardoso que não colocam nos seus próprios hospitais - e por isso seus pacientes vêm pra cá? O que fará o Estado cooperar com mais, coisa que até agora negou sem contemplação? Força política para isso não temos – nem tivemos sequer quando o governador era “nosso”. Vamos sempre acreditar que vai mudar, mas é preciso mais do que expectativas e teorias.

Uma mudança de hábitos em relação ao Ruth Cardoso faz-se urgente e quem sabe neste aspecto um grupo gestor com comprometimento de todo o espectro social da cidade e região possa significar algo. Falta só provar que funciona.