Comunicação incompleta e informações úteis

Tecnicamente correto a prefeitura centralizar suas assessorias de imprensa no Paço Municipal, retirando assessores exclusivos de secretarias e os concentrando na antessala do prefeito. Impede a dispersão de fatos e informações e unifica a linguagem política, pois é esta a finalidade principal do setor. De quebra, permite a todos conhecerem as realidades de todos os setores. Se houver interesse em se aprofundar, claro.

Faltam alguns aspectos, como o de usar mais os aplicativos das redes sociais para manter a imprensa informada em tempo real, como o WhatsApp, acelerando as informações para quem lida com mídias sociais ou emissoras de rádio e até televisão - já que ali são postadas as informações com suas imagens em vídeo, inclusive, para uso imediato, se houver interesse. Admira ainda não terem adotado essa estratégia simples, útil e racional, de custo praticamente zero.

Em alguns momentos, como a posse do procurador geral Galvani Alberton, há atropelos nos comunicados à imprensa (uma hora e meia antes, por hipótese, como ocorreu no nosso caso) ou no caso das invasões enfrentadas pela Guarda Municipal, cuja informação foi privilegiada a alguns órgãos - que lá estavam ao vivo, em detrimento de outros. Também aí não fomos comunicados, nem antes, nem durante e nem depois. 

Portanto, se há acertos de um lado, há erros e falhas de outro. A imprensa não se incomoda de correr atrás das informações, mas o serviço público tem interesse em veicular suas ações - por isso as assessorias de comunicação existem - e precisa ser ágil em conquistar as chamadas "mídias espontâneas" de suas atividades. Privilegiando alguns ou retardando informações não é a melhor maneira de fazer.