Tranqueiras do trânsito: solução pra quando?

Nossa inviabilidade viária de cada dia

Levantei no Facebook a opinião do que fariam as pessoas se pudessem ser prefeito ou prefeita, como principal medida. Uma das principais medidas seria o sistema viário ou mobilidade urbana. E lá no meio surgiu o debate.

Opinião de Renato Schroeder: “o excesso de veículos em área central é consequência da falta de transporte publico eficiente (em qualquer lugar, não só aqui). A área central da cidade aqui é tão somente servida pelo bondinho, que funciona com horários difusos e fica parando em qualquer lugar. Na Terceira Avenida e Quarta Avenida são atendidas apenas em parte pelo transporte urbano (o que obriga o uso de veículos)”.

Paulo Curvello: “criaria um pedágio para entrar, idêntico ao de Bombinhas e proibiria a circulação de ônibus de turismo na área central”.

E então entramos na circulação de ônibus de turismo e trânsito em geral, onde o engenheiro Leonardo Pelegrini Tiscoski, de Araranguá, especialista na área, estranhou a eventualidade de proibir a entrada de ônibus de turismo, dizendo que é estranho vedar circulação de ônibus.

Então argumentei com ele:

"Numa cidade com bons espaços, sim, mas Balneário está se tornando esmagadora: em mais ou menos 22 quilômetros quadrados (região central), circulam cerca de 100 mil veículos. O sistema viário é precário - ruas estreitas, principalmente a mais usada - a Avenida Brasil. Os ônibus (foi uma ideia já debatida) ficariam estacionados fora do centrão e vans fariam o transbordo. A outra questão dos ônibus é o estacionamento para carga e descarga de passageiros e bagagens. A cidade não foi preparada para isso nos níveis de crescimento atuais, por incrível que pareça. Pensaram que ela ficaria em 2000".

Então ele disse: “Teu argumento justifica excluir qualquer veículo motorizado (salvo na madrugada e de emergência) nas principais vias”.

Finalmente, eu lhe disse e ele concordou:

Pois te digo, Leonardo Pelegrini Tiscoski: já levantei isso aqui várias vezes - se a cidade não cuidar da sua mobilidade de forma criativa (e isto é inevitável), ela trava em mais 10 anos. A cidade está virando um funil nas suas entradas e saídas, pois tudo aqui depende da BR-101. A cidade está encurralada por ela para ir a qualquer lugar, exceto Itajaí, que tem acesso independente”.

E isto resume uma discussão de muito tempo na cidade. Na verdade, precisamos repensar regionalmente, ainda mais com Camboriú. As pontes das marginais precisam ficar prontas urgentemente. Aliviaria bastante. Mas precisamos tocar adiante o projeto de uma variante lá por cima, com entrada perto da Zikelli e saída na Osvaldo Reis, evitando a Avenida do Estado. Este projeto é velho, mas nunca saiu do papel. A outra medida lógica e possível é o alargamento dos túneis, um binário de entrada e saída de Camboriú, já enunciado pelo Secretário Claudinei Loos, de Camboriú, fazendo com que a entrada naquela cidade seja pela Avenida Santa Catarina e uma saída pela margem do Rio Peroba – um belo projeto, viável, que só precisa de um bom empurrão regional. Resolveria um monte.

Só precisa este povo que manda se mexer solidário e não cada um puxando a brasa pra sua sardinha.