Carnaval e hora de falar das nossas noites

Discussão nas mídias sociais sobre o Carnaval de Balneário Camboriú. Nada sobre comparações, mas sobre a festa em relação às expectativas da cidade. Afinal de contas é essencial um Carnaval com atrações para a cidade obter sucesso turístico no feriadão – isto é, garantir a presença de visitantes? Ninguém acredita que seja, independente de uns acharem bom e outros não se importarem se tem ou não.

E então surge o questionamento: qual a atratividade principal de Balneário Camboriú? Ela mesma, a cidade, ou um evento específico, num período específico? Se o Carnaval se resumisse apenas a blocos e um trio elétrico, com artistas locais, sem muitos aparatos e sofisticações, resolveria do mesmo modo ou não?

Uma lógica nos faz pensar que, mesmo sem o Carnaval como realizamos, a cidade teria idêntico sucesso em volume de turistas. Mesmo porque aqui não há tradição carnavalesca, nunca houve. E talvez por isso, os shows sertanejos e outros ritmos tenham atraído tanta gente no governo Piriquito – não estavam focados em Carnaval propriamente, mas em um espetáculo, na oportunidade de ver bons artistas, gente de renome nacional da música popular. Acharam, neste ano, que seria inadequado os shows e mudaram o espectro da festa. Houve quem concordasse, houve quem discordasse. De qualquer sorte, permanece a dúvida: a organização de um Carnaval com pretensões é essencial para o turismo do feriadão em Balneário Camboriú?

A gente acredita que uma bela campanha para recuperar a balada das casas noturnas, como tinha na Barra Sul nos bons tempos e até recentemente, seria muito melhor. E o reflexo seria para o ano inteiro. Há ideias a respeito. Há até projetos prontos para serem discutidos. É só querer. Se o egoísmo não atrapalhar, a mania de só se tocar adiante projetos gestados pelo governo atual, seria bom buscar esses projetos e submetê-los a estudos de viabilidade e debater com a opinião pública, via audiências públicas.

Não é uma nova ideia, mas é uma ideia. Embora não seja única.