Insegurança e o desânimo da PM

Reportagem publicada pelo jornal Diário Catarinense coloca: a cada hora que passa, três pessoas são presas em Santa Catarina. Por dia, a média é de 72 suspeitos detidos. Entre casos de flagrante e cumprimentos de ordens judiciais, o ano de 2016 terminou com 26,6 mil catarinenses presos pela polícia

Declarações do Comandante Geral da PM, em entrevista ao DC, da RBS:

As leis são ineficazes, o sistema está falido, com raras exceções. Não há ressocialização dos presos. Nas nossas estatísticas, a cada dez presos, oito são reincidentes. A reincidência está atrelada à impunidade. Nossa crítica não é aos entes que compõem o ciclo de persecução criminal. É à lei que não mais protege o aplicador e, muito menos, o cidadão de bem”. 


“É extremamente preocupante. Se coloque como policial. A sociedade cobra presença, atendimento. Aí você atende naquela rua. Depois, à tarde, é o mesmo cara que está lá. Desmotiva porque o policial quer dar uma resposta. Mas, por conta de leis que não nos protegem mais, tem de haver uma mudança. Como as pessoas saíram às ruas para cobrar um basta à corrupção, vão exigir também a mudança de leis. Ou nós freamos esse modelo ou vamos pagar pela hipocrisia. O marginal precisa pagar pelo crime que comete. Não vemos outra saída a não ser o cárcere. Não significa ficar preso pelo resto da vida, mas que tenha a pena pelo que cometeu. Para mim, não existe pena para bandido solto. Mas não adianta achar que a solução está somente em segurança pública. Muitas vezes, principalmente onde ocorrem mais crimes, a única presença (do Estado) que se vê é a polícia”.


Florianópolis concentra a maioria das detenções no Estado, com quase sete prisões diárias no último ano. Joinville aparece em seguida, com quase cinco casos por dia. As apreensões de adolescentes também não param de crescer desde 2011. Em média, pelo menos cinco adolescentes foram tirados das ruas pela polícia no ano passado em Santa Catarina”. 


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