Calçadão com horário: mal necessário e oportuno

Foi aprovada a ampliação do horário de funcionamento  do Calçadão da Avenida Central até 1h. A decisão ocorreu em reunião com a presença do prefeito Fabrício Oliveira, representantes de moradores, comerciantes, Guarda Municipal e polícias Civil e Militar. Também foi apresentada a proposta para regularizar outras atividades comerciais no Calçadão. 

Entre as medidas apresentadas e aprovadas pelos participantes está a proibição de sonorização externa nos comércios do Calçadão e a colocação de aparelhos de televisão para transmissão de jogos e eventos na rua; a restrição do número de cadeiras e mesas no espaço público; a fiscalização rígida dos estabelecimentos quanto à venda de bebidas alcoólicas a menores e a validade dos alvarás de funcionamento, além de pente-fino da Vigilância Sanitária. Também se estuda a definição de horário adequado de carga e descarga de mercadorias e a possibilidade de instalação de uma base da Guarda Municipal naquela via. Essas medidas serão implementadas a partir desta semana.

A redução ou ampliação do horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais do Calçadão da Central até 1h, vai depender do resultado da implantação das medidas acordadas nas próximas duas semanas. Uma nova reunião ficou agendada para o dia 17 de março, para avaliação do resultado.

A preocupação da polícias Militar e Civil diz respeito à segurança dos moradores e turistas que frequentam o local, que comporta movimento de pessoas, automóveis dos moradores dos prédios e hotéis e também estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas.

Para o prefeito Fabrício Oliveira, a orientação dos especialistas em segurança pública tem que ser seguida, assim como estabelecer um código de postura para aquela área, além de fiscalização constante. "Esses são os caminhos para manter a ordem e revitalizar esse ponto turístico da cidade".

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COMENTANDO: a medida pode representar, para muitos comerciantes, danos aos seus negócios. Mas seus negócios estão abaixo dos interesses da cidade, como sempre. Deverão se adaptar à realidade, porque as licenciosidades e permissividades, até aqui, só tem refletivo em abusos constantes. Primeiro, porque combinam uma coisa e depois extrapolam, como no caso da ocupação dos espaços com mesas e cadeiras de seus estabelecimentos. Depois, com outras intervenções indevidas, como som e venda de bebidas alcoólicas a  menores e as badernas nas madrugadas, proporcionada por adultos bêbados aos berros. A administração fez o certo e tomara que mantenha, que não seja fogo de palha. Ou se tem regras ou não se tem - e estas sempre devem prevalecer em favor da maioria.