A base política do prefeito

Raciocinando aqui sobre a formação da base política do prefeito Fabrício Oliveira, concluímos que, na essência, até procura ajustar-se adequadamente. Tenta. No fundo, comprometeu-se a renovar e inovar e ficou no meio do caminho, contrariando, até, tese do programa de governo. Disse Fabrício:


Cargos

Por isso vamos ter critérios na ocupação de cargos, formados pelo currículo, pela eficiência, pela experiência, aonde cada pasta, cada secretaria terá que - evidentemente – apresentar para o conselho de gestão todo o seu andamento, todo o seu planejamento, as metas a serem cumpridas. Então aquilo que afasta as pessoas é o desperdício, ocupação de cargo por troca de apoio político-partidário, aonde nós colocamos de maneira muito clara a todos os partidos que este é um compromisso que assumimos com a população e que faremos gestão em nosso governo.


Houve recuos neste caso, confirmados pelas metas em relação às idealizações efetivas. Neste caso específico do preenchimento dos cargos. não cumpriu.

Mas há pelo menos um sinal forte de que a base ficou a dever: no Legislativo, inobstante ter demonstrado uma pujança evidente na eleição de vereadores do seu partido (PSB) e de aliados, acabou por escolher Marcelo Achutti, do PP, cujo partido não esteve com ele e cujo vereador foi, contraditoriamente, líder do governo anterior. Certo que Achutti fez campanha por Fabrício, numa aparência complicada (tinha vínculos fortes com Piriquito e seu companheiro Fábio era vice de outra chapa, a de Pavan, do PSDB, a quem Marcelo não devota, digamos, uma simpatia muito forte) - mas nem isso justificaria, entendendo-se, por fim, a reconhecida competência e tráfego de Marcelo pelas linhas legislativas.

Hoje, pode-se dizer que há uma sensação de vazio em certos setores do governo, que deverão ser preenchidos por demonstrações de eficiência, reconhecimento e fidelidade. Três coisas difíceis de juntar.