Ouvir silêncios e ler entrelinhas

Estamos no tempo da paciência e da leitura das entrelinhas. Quando se diz algo, bom ter percepção além do dito. Sentir a emoção, o esgar, o ricto facial e enxergar além do fato.

Bom ouvir metas otimistas, vê-las constar das pautas dos gestores. O ruim é perceber que, ante precedentes recentes e mais antigos, as coisas não fluirão com a facilidade desejada. O Centro de Eventos de Balneário Camboriú está aí para não nos deixar mentir.

O Estado, por exemplo, garantiu ajuda ao Hospital Ruth Cardoso e não ajuda nem com 10% do seu custeio, por mês. O Estado garantiu dinheiro para a ponte Altamiro Castilho, da Gastronômica. Nem um tostão chegou até ontem. Verba estava assegurada no orçamento do Estado em 2008 para a fiação subterrânea da Avenida Brasil. Nem em sonhos. Ficou lá um tempo e Colombo, depois, retirou no seu primeiro mês de gestão (janeiro/2011). O que faria crer que, após seis anos de silêncio e omissão, a obra surgirá por obra e vontade do mesmo governo que não a realizou, depois de estar tecnicamente garantida?

Na Segurança Pública, nem um polícia militar ou civil a mais. Decaímos o efetivo de ano para ano. Acontece só reposição dos perdidos. Mal e porcamente. A escola de nível médio do Bairro das Nações está pronta. Apostem: o Estado vai manobrar pro município assumir sua manutenção. E então teremos problemas. 

Leiam nas entrelinhas e ouçam o silêncio. Dizem muito mais do que as palavras e as metas anunciadas.