Bola e Índio eleitos no PSDB municipal de BC

Neste domingo, em convenção do partido, o PSDB de Balneário Camboriú elegeu o vereador Bola Pereira e o administrador Leandro Índio da Silva como presidente e vice. A eleição transcorreu em clima de unanimidade. 

Bola chega como um fator de equilíbrio. Dono de mandato e tradicional nas lides partidárias, o vereador se tornou um consenso. Sem dúvida, sabe fazer política e é da linha de frente. Hoje no papel de oposição ao atual governo, o PSDB ainda não é, por assim dizer, um adversário pesado. Na verdade é quase light. Seu papel de oposição é um tanto quanto envergonhado. A mais feroz oposição vem do vereador Nilson Probst, do PMDB e, eventualmente, do vereador Leonardo Piruka, do PP. Enquanto Probst joga pesado, Piruka prefere ir mais conceitualmente. Tipo cassar falhas nas ruas.

Os novos dirigentes do PSDB de Balneário pegam o partido descendo a ladeira. Já foi pior, mas a descida continua. 

De 2004 até agora, o partido perdeu todas e, numa, elegeu mal (o próprio Pavan). Na municipal, perdeu duas pra Piriquito e uma para Fabrício. E perdeu por inconsistência estratégica, por um vazio de bons planos. Finalmente: por absoluta falta de renovação física. A tal ponto que, depois de ter experimentado revéses sérios com Dado Cherem e Rubens Spernau, perdeu em 2016 com o próprio suprassumo do partido, o deputado Leonel Pavan. Apesar de ter chegado em segundo lugar, Pavan amargou 10 mil votos de diferença enfrentando a sua "cria". A ironia é que o próprio Fabrício, enquanto no PSDB, poderia ter sido a imagem vitoriosa da renovação do partido. Rejeitado em várias oportunidades, demonstrou o erro tucano vencendo fora do partido. E ainda numa vitória em cima do seu criador. 

O partido, ao longo dos últimos 15 anos, pelo menos, errou em nomes, em momentos, em fatos e em objetivos. Na última legislatura, embora sendo o maior partido do município em número de filiados, elegeu apenas um vereador. Agora, dois. Ambos da velha guarda - Bola e Moacir Schmidt. Além de decair em volume, decaiu em renovação. Nada contra a eventual competência, valor ou eficiência dos eleitos, membros valorosos da tradicional legenda - longe disso. Mas convenhamos que renovação passou longe.

A renovação, aliás, agora está escrita na testa do partido, com a eleição de Leandro Índio da Silva como vice. Vamos ver se, doravante, o partido pratica um pouco de novos ares. Ou isto ou continuará remando contra a maré.