A imprensa sem ambiente na Câmara

Os alegres rapazes e meninas da imprensa não precisam de muito para poder trabalhar, por exemplo, em sessões de uma Câmara de Vereadores. Só do mínimo: um lugar decente, cadeiras pra sentar, monitoramento de áudio (nem tanto de vídeo) pra poder ouvir direito o que dizem, tomadas de energia disponíveis, sinal de wifi disponíveis com senhas ou não (que lojas e consultórios possuem, aeroportos, shoppings - mas Câmaras não). 

Noutros tempos isso existia - quando a Câmara de Balneário Camboriú funcionava na Rua 2000. Tempos de Antônio Manoel Soares Santa: a cabine destinada à imprensa era ao lado do plenário, com áudio (até fones de ouvido), saídas de áudio para o caso de querer gravar diretamente o som dos microfones de plenário, ar condicionado, boas acomodações, incluindo-se as mordomias de café e água (era um plus a mais). Dava um certo prazer estar ali. Jornalista também gosta de ser estimulado com facilitações nas suas missões. Alguns até demais. Mas de lá pra cá, só regrediu.

Na Câmara de Balneário, faz tempo, parece não darem muita importância pra isso. Houve tempo em que a cabina atual ainda possuia tomadas, cadeiras e monitoramento de som. De repente, desmantelaram tudo e, faz anos, o ambiente está à míngua. Sem nada. Abandonado. Do lado de fora, como mostram imagens, uma mesa improvisada e tosca está ali, com cadeiras imprestáveis (quebradas) amontoadas, com uma ou duas em boas condições. Se o jornalista sentar, não enxerga nada além do espaldar das cadeiras do auditório. Se por acaso quiser entrevistar um vereador nos espaços intermediários ou depois das sessões, precisa sair correndo, descer ao plenário e chegar ao entrevistado. 

A gente só vai lá de teimoso e quando há algum tema mais atrativo. Ou para ouvir todos, se for o caso, antes das sessões. Dizem que vai mudar. Que o ambiente será diante do plenário. Como, por sinal, era o projeto inicial, afinal abandonado e nem se sabe a razão. Vamos aguardar.