Terceira Região da PM é campeã de atendimento a ocorrências em SC

A Terceira Região da Polícia Militar, sediada em Balneário Camboriú, envolvendo municípios de Tijucas a Luiz Alves, atendeu o dobro de ocorrências em relação a Lages, 20% a mais do que Joinville (5ª Região), 60% a mais do que Grande Florianópolis (11ª Região), 80% a mais do que Florianópolis. Enfim, foi a campeã em alterações delituosas de todos os tipos. No entanto, é, proporcionalmente à relação população/efetivo, a mais carente. Por exemplo, tem metade do efetivo disponível nos três batalhões de Florianópolis e região (onde há, ainda, BOPE, Choque, Cavalaria, helicóptero).

Isto comprova, estatisticamente e em números absolutos, ser a área do estado mais conflagrada em termos de ações criminosas de todos os tipos.

A Terceira Região é integrada pelo 1º BPM-Itajaí, 12º BPM-Balneário Camboriú e 25º BPM-Navegantes. Em SC, as regiões são: 1ª RPM: Florianópolis, 2ª RPM: Lages, 3ª RPM: Balneário Camboriú, 4ª RPM: Chapecó, 5ª RPM: Joinville, 6ª RPM: Criciúma, 7ª RPM: Blumenau, 8ª RPM: Tubarão, 9ª RPM: São Miguel D'Oeste, 10ª RPM: Joaçaba, 11ª RPM Grande Florianópolis (onde há, ainda: BOPE, Helicóptero, Choque, Canil e Cavalaria).

Os números: em 2017, mostram o volume de ocorrências atendidas e a enorme diferença entre as regiões em relação a Balneário Camboriú. Enquanto aqui foram atendidas 54.847 ocorrências, as outras regiões apresentaram os seguintes números: 5ª RPM-43.614, 7ª-30.084, 4ª-30.030, 1ª-29.345, 2ª-26.877, 6ª-25.516, 11ª-24.038, 8ª-13.086, 10ª-11.880, 9ª-6.404.

Outro detalhe: dentro da Terceira Região, o 12º BPM atendeu 31.464 ocorrências em 2017, contra 14.500 do 1º BPM (Itajaí) e 8.883 do 25º BPM (Navegantes).

Conversamos sobre isso com o comandante do 12º Batalhão, tenente-coronel José Evaldo Hoffmann Junior e também sobre a Rede de Vizinhos, implantada com sucesso e da qual falaremos noutra matéria exclusiva.

Finalmente, o comandante nos respondeu sobre as acusações de que esconderia informações da imprensa. Respondeu, taxativo: “Nem que eu quisesse poderia fazê-lo – e jamais fiz: as informações são registradas em tempo real, ocorrência por ocorrência, com todos os seus detalhes e compartilhadas em todos os quartéis e no Comando Geral, podendo ser obtida a qualquer momento por quem queira a realidade das ações da PM em SC”.

E lamentou que muitas informações são divulgadas na base do “ouvir dizer” ou por meras postagens nas mídias sociais, sem conferir com a própria PM, que, disse o comandante, está sempre à disposição para os esclarecimentos. Defendeu que a PM não tem por que se esconder. “Pelo contrário”, disse, “nossas portas e vasos comunicantes estão permanentemente escancarados para quem quer que queira obter informações”.

O comandante relatou vários casos em que a PM foi acusada de coisas que não cometeu e em alguns casos sequer esteve envolvida. “Nem presente estava”, acentuou. Para ele, virou moda bater na PM. E repetiu um mote comum na tropa: “É a vaquinha que continua dando leite no combate à violência, embora enxuguemos gelo, muitas vezes, e com pano molhado, pois todos os dias prendemos reincidentes de crimes até violentos, com BOs de registros de dezenas de ocorrências delituosas de um mesmo elemento. Que infelizmente continua nas ruas delinquindo”. E terminou: “Mas vamos continuar enxugando gelo, ainda que isto nos custe muito esforço e até incompreensões. Nossa missão é de pessoas de bem, trabalhando pelo bem das pessoas, lema de conduta da gloriosa PM de SC”.

Para o comandante do 12º BPM, com mais 70 homens (hoje o Batalhão tem 134 soldados), ele garantiria barreiras fixas permanentes - o ano inteiro -, em todos os acessos de entrada e saída da cidade. Bom notar, só para comparação, que em 2000, o 12º BPM possuía um efetivo de 257 PMs, com praticamente metade da população atual.