A Amfri e seus salários misteriosos

Quadro funcional da Amfri: cinco engenheiros e um arquiteto e urbanista; cinco desenhistas/cadistas; mais assessores de vários setores, serviços gerais e auxiliares. São 26 pessoas, incluindo uma assessoria temporária (consultora em educação), exercida pela irmã da atual presidente da Amfri.  A Amfri, com Balneário Camboriú reativado no seu quadro, agrega 11 municípios.      

A Associação dos Municípios do Alto Uruguai Catarinense (AMAUC), entidade congênere sediada em Concórdia, tem, em seu site, áreas de informação mais completas. Atualmente, na Amauc, são 15 municípios associados: Alto Bela Vista, Arabutã, Concórdia, Ipira, Ipumirim, Irani, Itá, Jaborá, Lindóia do Sul, Paial, Peritiba, Piratuba, Presidente Castello Branco, Seara e Xavantina.

Possui vinte (20) funcionários, dentre eles apenas um engenheiro, dois desenhistas, dois topógrafos e um auxiliar.

A Amfri não quis informar à Câmara a remuneração dos seus funcionários, quando deveria, por tratar-se de desembolso de dinheiro público. Aliás, para não pairar quaisquer dúvidas ou incertezas, deveria mostrar publicamente os valores, um a um, independente de alguém solicitar. A sociedade merece saber.

A contribuição mensal dos municípios à Amfri é de 1,5% da cota municipal do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No caso de Balneário, em torno de R$ 50 mil. No quadro anexo, a contribuição de cada município associado em 2016. O município com a menor contribuição foi Ilhota (R$ 146.750,00 no ano). A maior foi de Itajaí (R$ 901.500,00). Camboriú e Navegantes contribuíram, cada um, com aproximadamente R$ 450 mil. 

No final do ano, a Amfri arrecadou dos municípios R$ 3.377.000,00. Metade disso é para pagar folha, com seus respectivos encargos trabalhistas, pois o regime é CLT.

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