Fundam/SC: maioria dos recursos é para Florianópolis

O deputado Maurício Eskudlark, PR, está questionando o Governo do Estado pela distribuição desigual de recursos do empréstimo a ser feito junto ao BNDES/Banco do Brasil pelo estado, de R$ 1 Bilhão e 500 quinhentos milhões.

O governo catarinense irá distribuir R$ 700 milhões para atender a todos os municípios, através do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam).  Para viabilizar o Fundam, o governo vai fazer um empréstimo de mais que o dobro desse valor.

“O problema é que há desigualdade na distribuição desta verba. Para o Fundam, serão destinados R$ 700 milhões, já o restante, R$ 800 milhões, em sua maior parte, segundo relatos, já que o projeto não específica, será distribuído apenas para a capital e Grande Florianópolis, sendo que os recursos serão usados para o Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis e para as obras da ponte Hercílio Luz”, explica o parlamentar.

O deputado Eskudlark questiona esta decisão do governo de Santa Catarina e pede igualdade na distribuição dos recursos, sem conceder privilégios a qualquer região.


Isto sempre foi comum nas ações de  muitos governos: eles parecem ter assumido a administração da Capital, apenas. Faz tempo. Justo atender à Capital, mas sem privilégios. Não mais do que precisam ser atendidos todos os demais 294 municípios. E as mais 16 microrregiões. Fala tanto o governo em descentralização de ações e recursos e, no momento de obter um financiamento importante, mais da metade do montante fica em Florianópolis. Dentre as aplicações a obrad a Ponte Hercílio Luz, símbolo de Florianópolis - cujos gastos, até hoje, ultrapassam R$ 600 milhões (desde 1982, quando foi desativada) só na sua manutenção e nas tentativas vazias de recuperá-la para o uso. Foram 35 anos de dinheiro jogado fora, enquanto a própria Capital carecia de tantas obras e o interior sofria o abandono em muitas áreas. Sem falar, claro, nas carências de programas essenciais de educação e saúde. 

A queixa do deputado Eskudlark é plena de razão. Pena que só agora, quando ele está na Oposição.