O drama de viver ou morar nas ruas

O Resgate Social, programa da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social de Balneário Camboriú, divulgou o balanço de atendimentos realizados durante o primeiro semestre de 2017.

De janeiro a junho deste ano, 1163 pessoas foram atendidas, sendo 1029 homens (88,5%) e 134 mulheres (11,5%). Comparado com o mesmo período de 2016, o número de atendimentos no primeiro semestre de 2017 reduziu em 10%.

Algumas dessas pessoas foram encaminhadas mais de uma vez à Casa de Passagem, totalizando 1530 atendimentos. Foram concedidas 547 passagens rodoviárias para aqueles que quiseram retornar para os municípios de origem ou para onde receberiam acolhimento familiar e/ou de amigos.

Atualmente, o município contabiliza 94 pessoas vivendo nas ruas, sendo 25 moradores de rua e 69 pessoas em situação de rua. Dos 1163 auxiliados, 73% são da região Sul do Brasil, sendo que 29% destes possuem família em Balneário Camboriú ou municípios vizinhos.

Quando questionados sobre a razão de terem vindo a Balneário Camboriú, 41% relataram ter vindo em busca de emprego e 29% são pessoas que andam de cidade em cidade sem rumo definido.

Em relação a dependência química, 20% declararam o alcoolismo, 8% o uso do crack, 4% a maconha e 13% declararam o uso combinado de duas ou mais destas três substâncias.

Segundo o diretor do Resgate Social, Eder Clemente, no início do ano havia quase 400 pessoas vivendo nas ruas do município. “Implantamos uma abordagem mais ampla, não só nas áreas centrais, mas em todos os lugares do município que apresentam incidência de pessoas vivendo na rua. Averiguamos a situação e oferecemos o nosso auxílio ao necessitado, inclusive conseguimos inserir pessoas nessa situação no mercado de trabalho. Hoje temos menos de 100 pessoas nas ruas do município”, comentou.

O Resgate Social, além de prestar auxílio e assistência, busca dar novas oportunidades aos cidadãos que, independente do motivo, acabaram indo para as ruas. Os moradores de rua são aqueles que vivem nas ruas há mais de um ano por escolha própria e que perderam todo o vínculo familiar. As pessoas em situação de rua são aquelas que ficaram sem residência em razão de desemprego, corte de vínculo familiar, e/ou dependência química, estando a menos de um ano nas ruas, e também aquelas que viajam de cidade em cidade, sem rumo definido e ficam no município por poucos dias.