Uma sombra sobre a gestão do Centro de Eventos

A curiosidade se aguça na previsão de como vai funcionar o Centro de Eventos de Balneário Camboriú, cuja obra segue dentro do prazo. A promessa é de concluí-la até novembro deste ano. Do jeito atual, nem se duvida. Claro, falando da obra física, paredes, acabamentos, sistemas elétrico, acústico e de ventilação condicionada, passando pela equação da coleta e tratamento de esgoto e abastecimento de água. Falta definir suas divisórias e seu mobiliário. Depois, a quem caberá administrá-lo. Se apenas Estado. Se apenas município. Se ambos. Se iniciativa privada. Com estado e município juntos. Talvez. São inúmeras formas de gestão.

Bom seria entregar a administração para uma empresa do ramo, via licitação - é claro, com a finalidade, até, de ganhar dinheiro, pois sem isso ninguém conseguirá tocar o serviço adiante. Um Centro de Eventos não é uma obra social - é uma obra econômica, com pretensão de giro de riquezas de dentro pra fora e de fora pra dentro. Se não for assim, pode deixar sem funcionar, pois ao menos não dará prejuízo. Embora o dinheiro fique perdido. Esta dúvida rebenta.

Governos do estado e do município devem estar queimando as pestanas pensando nisso. Muitos poderão creditar isso a pessimismo exacerbado. Porém há maus exemplos muito recentes: o Centro de Eventos de Canasvieiras, construído pelo Estado para ser solução é, neste momento, um grande problema e não tem como ocupá-lo, por pura incompetência ou falta de planejamento de como administrá-lo, coisa que deveria ter sido decidida ao colocar o primeiro tijolo. Está virando uma tapera à beira do mar plantada. 

Pior do que não construir um Centro de Eventos assim como o nosso é não saber, não poder ou não ter como ocupá-lo de forma eficiente. O pessimismo nos assola. Governos são mestres em incompetências.