Queremos deputados de verdade

Eleição ainda está distante (nem tanto...), porém as falações do dia a dia envolvem nomes de possíveis candidatos, de vários partidos à Assembleia e à Câmara Federal, na região da Amfri. 

Só de Balneário são cogitados muitos - e considerados mais de dois um número demasiado. Exceto se for alguém com "bala na agulha" para prospectar votos fora daqui, continuaremos sem essência. Até porque candidatos de outras regiões prospectam - e conseguem - muitos votos aqui, fortalecidos pelo fato de residirem na cidade oriundos de várias outras regiões, com preferências tácitas (e naturais), por nomes vinculados à sua origem.

Na última eleição legislativa, chegamos com um primeiro suplente à Câmara Federal (Fabrício Oliveira), hoje prefeito. Perdemos a vaga em definitivo. Para a Assembleia, elegeu-se Leonel Pavan (e, considere-se: com menos dois mil votos, nem chegaria). Hoje secretário de Estado, nem essa vaga temos, embora temporariamente. Se vencesse a eleição para a prefeitura, perderíamos em definitivo (2016).

No passado, Dado Cherem elegeu-se mais de uma vez, porém passou mais de dois terços dos seus mandatos como secretário de Estado de Saúde (hoje é presidente do Tribunal de Contas do Estado). 

Ou seja: nossa representatividade legislativa permaneceu condicionada a jogos internos de partidos e conveniências próprias ou coletivas dos grupos dos eleitos. Elegeram-se para não exercer os mandatos. 

Portanto, esta imensa região eleitoral tem um só eleito para a Assembleia e nenhum para a Câmara Federal. Seja pela dispersão de votos em favor de arribadores, seja em função do subjetivismo dos eleitos em seguir roteiros fora das propostas para as quais tiveram os votos: a representatividade legislativa.

Em 2018, quem sabe possamos ter na Assembleia, principalmente, e na Câmara Federal, representantes que lá fiquem o mandato inteiro e que tenham, sob as graças de Deus e das carências regionais a serem atacadas, uma presença efetiva, permanente, forte e convincente na vida da região.