Repetiremos o joio?

Falando das expectativas para 2018 à presidência da República, lembramos o começo da campanha de 1989. Pensavam nas possibilidades de todo mundo. De repente, Collor cresceu e venceu, passando ao segundo turno com Lula, com perspectivas de derrota segundo pesquisas. O final todos sabemos: Lula chega num debate desinformado, rebentado, cansado, sem preparo algum, tomou um banho e perdeu. Naquela eleição derrubou-se Ulysses, Brizola, Lula, Covas, Roberto Freire, Ronaldo Caiado, Paulo Maluf, para citar os mais notórios. Outros não deram nem pro cheiro. Eram 22 candidatos. Collor, digamos assim, ganhou "no grito". Ou no marketing. As consequências daquilo estão aí até agora.

Não importou potencial partidário, potencial político, referencial pessoal, história, apoios, capacidade. Nada.

Parece uma repetição. A história se repete? Dá saltos?

Bom dizer, também, que foi a primeira eleição direta depois do regime militar de 21 anos. Ali ficou demonstrado o apagão cívico-político que sofremos no período da ditadura dos milicos. Evidenciamos a nossa incapacidade de discernir, de pensar, de escolher, de separar o joio do trigo. Escolhemos o joio.