O PP coadjuvante

A reação (natural), do vereador Piruka à opinião anterior sobre a eleição do diretório estadual do PP, publicada neste site, se entremeou de razões muito enfáticas e um pouco de frustração pelo que se disse. A primeira e principal delas de que houve uma reoxigenação partidária. Difícil entender isso ao perceber-se a recondução de Esperidião Amin à presidência, ainda que por tempo curto e determinado (cinco meses). Por um lado, argumentou-se ter sido uma espécie de extrema unção piedosa antes da eliminação de sua influência na cúpula partidária. De outro, de que, em 2018, com Dreveck na presidência, conforme acerto, a orientação mudará e o partido irá para as eleições com outro fôlego. A conferir.

Bem, aqui cabe uma análise. Pareceu-nos ter o partido lutado por prosseguir coadjuvante, pois todas as cartas se lançaram dentro da hipótese de ser vice de Gelson Merísio, do PSD. Na verdade, a maioria das opiniões de jornalistas presentes à convenção, tratou-se de uma submissão do PP às linhas adotadas e determinadas pelo próprio Merísio, em fuga de toda a qualquer vinculação com o PMDB (segundo Merísio, está morta e sepultada a união dos partidos no atual governo). O PMDB corresponde na mesma proporção: também não quer nem PP e nem PSD numa eventual composição em 2018. A saber o que conspurcou tanto a relação em oito anos de convivência, salpicada de altos e baixos. Pelo jeito, mais baixos do que altos, analisando-se o resultado final.

A tal renovação está lenta. A decantada juventude do PP, tida e havida como pujante e após tanto tempo, nem chegou perto de impor renovação à direção do partido, ainda mantida por velhos caciques. Quem sabe tenha faltado um trabalho persistente ao longo do tempo e não apenas em momentos de combate aberto, como o da convenção.

Em todo caso, admite-se que Amin ficou tempo demais na direção do partido e se projetou em demasia nas candidaturas que repetiu, quase como dono da legenda. Porém, há que se admitir que possui ele um potencial de votos pessoais, independente do partido e nenhum é maior dentro da agremiação. Se ele e Ângela deixarem a legenda, pode reduzir pela metade o seu poder de fogo eleitoral em SC. Apesar da boa briga por renovação.