O vice e a segurança

Significou muito o desabafo do vice-prefeito Carlos Humberto, de Balneário Camboriú, em relação ao quadro terrível de violência e criminalidade na cidade e na região. Revoltado e com autoridade para falar, o vice-prefeito usou seu próprio histórico como vítima: "Já levei seis tiros, sendo três na cabeça, já fui assaltado em casa três vezes e no meu escritório duas, sou vítima e conheço muito o que acontece diariamente na segurança pública".

Estamos falando com quem sabe o que diz, na extensão absoluta do fato.

Sendo ele uma autoridade no município, seu relato ganha contornos especiais e uma importância ímpar. Há, entretanto, a necessidade de sua posição e pensamentos ganharem o apoio de outras autoridades, principalmente em relação ao devido e precioso interagir efetivo de quem tem a responsabilidade de cuidar da nossa segurança.

Estamos vivendo um momento especial e perigoso, expostos a toda sorte de incertezas em relação à segurança. Repete-se aqui, cansativamente, a emulação entre GM e PM, inconveniente por todos os aspectos possíveis, enquanto a criminalidade cresce. Tanto uma como outra - GM e PM - disputam a hegemonia de quem prende mais, esquecendo-se que suas prisões, por mais que sejam, não têm contribuído para a queda dos índices de criminalidade. Pelo contrário, até. Os bandidos estão atacando com desenvoltura em pontos considerados mais policiados. Em tese - e apenas em tese. 

Precisamos de ostensividade real - nada de "sensação", mas segurança mesmo, real, palpável, visual - do policiamento. 

É urgente juntar as forças e montarmos barreiras permanentes nas entradas e saídas. Estabelecer um ferrolho mesmo, ainda que isso incomode alguns mais preciosistas. Precisamos formar patrulhas diárias em vários pontos da cidade que todos conhecem muito bem. Precisamos andar pela cidade parando para averiguações pessoas suspeitas. Pois impressiona o fato de a GM informar ter prendido 90 pessoas com mandados de prisão ativos só este ano, circulando pela cidade como pessoas de bem. Em alguns casos, por patrulha mesmo, noutros por mera casualidade - com aquela tradicional "atitude suspeita" e que geralmente acerta na mosca. Imagina-se GM e PM juntos patrulhando sistematicamente, fechando o torniquete no pescoço da criminalidade, sem dúvida teremos uma redução nos casos ou mesmo uma inibição natural, gerando mais segurança para todos. Porque, apesar das prisões anunciadas de condenados, em quatro dias houve roubos de sete automóveis na área central da cidade. Tudo por "malacos" descuidistas, que ficam só circulando e aguardando oportunidades. E oportunidades geralmente oferecidas pelos cidadãos que, convenhamos, também devem se cuidar e não dar bolas pro azar. 

Precisamos de mais finalmentes e  menos entretantos.

O relato do vice, já divulgado aqui:

Meu Deus onde vamos parar, estas são as cenas desta semana em Balneário Camboriú e Camboriú. Assaltos, roubos, latrocínios e assassinatos, ocorrem diariamente e as famílias trancadas e amedrontadas. Já levei seis tiros, sendo três na cabeça, já fui assaltado em casa três vezes e no meu escritório duas, sou vítima e conheço muito o que acontece diariamente na segurança pública.

Como ocupante de cargo público que hoje sou, não vou parar de discutir estas questões, precisamos urgente de leis que punam esses vagabundos que atentam contra a vida humana, que não seguem a lei dos homens e de Deus, e que infelizmente são defendidos pelos safados dos Direitos Humanos.

Direitos Humanos é para Pai de Família, para estudante, criança e não para marmanjo que não quer nada com a vida, e não respeita a vida alheia.

Defendo aqui semanalmente que precisamos dar o direito para o cidadão de bem portar arma de fogo para defesa da vida e patrimônio seu ou de terceiro, precisamos de leis duras para crimes contra vida, acabar com maioridade penal e de prisão perpétua para vagabundos como este que executou o policial.

Não vamos resolver a insegurança com bandeira branca e defesa de bandido, será com força, com fogo, com cadeia, e com amparo legal e social as Forças de Segurança. Eu defendo a Polícia Militar, defendo o uso de força para defesa da população, e defendo que o Policial possa defender sua vida e a minha matando o bandido se for necessário.

Chega de hipocrisia, a exemplo da saúde pública a segurança pública também está falida, onde estão nossos representantes Estatais e Federais, estamos em estado de Guerra no Brasil, o que mais vai precisar acontecer para que isto seja percebido.

Chega de mordomia para político, para partido, para marajás e para sanguessugas do Estado, dinheiro publico é para ser investido em favor do povo, e não para ser roubado na cara dura, enquanto isso não muda continuamos a pagar o preço!

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Sobre este relato, houve questionamentos, inclusive da OAB, contestando o aspecto Direitos Humanos. Mas a maioria dos internautas, no desespero da violência que nos assola, se solidarizou com o desabafo do vice. Nesta altura dos acontecimentos e ante o quadro que vivemos, precisamos cuidar menos de filosofismos e do politicamente correto. Isto não funciona com bandidos sanguinários.