DEZ MINÚCIAS SEMANAIS - Coluna

1) Pedúnculos à beira do mar

Não pensem mal de mim, mas não consigo vislumbrar belezas e genialidades nos monstrengos de concreto, cimento e ferro construídos na orla, à guisa de mercadinho persa de venda de churros e milhos. A quem consultaram, urbanisticamente falando?

2) Pedúnculos à beira do mar (II)

Quando o inverno vier – e virá – esses pedúnculos à beira mar plantados servirão de base de apoio e presença perene de viciados em drogas, passeantes eventuais de nossas ruas e, num ou noutro caso, serão fatores geradores de dilemas ao cidadão comum.

3) Areia da orla: ânsia ainda inexplicada e aceita

Persistente ânsia do alargamento da faixa de areia da Praia Central, desde priscas eras, nos induz a imaginar por quais sendas trilham nossas nobres autoridades, desde muito tempo. Até aqui, nenhuma razão mais funda e plausível nos convence de sua utilidade, como tal entendida e aceita.

4) Crime e arte

Não, não: masturbar num ônibus é crime, mas nem tão grave, pois liberam os animados autores. Dar de mamar em público é atentado ao pudor. Mas uma exposição com clara visão pedófila é arte. Assim, se um homem pelado diante de crianças num ambiente dito cultural não é crime, mas arte, por que em público seria?

5) Petistas zonzos

Ah, quando Aécio parecia honesto, o PT o atacava com unhas e dentes. De repente, Aécio parece bandido – mais do que nunca – e é o quanto basta para o PT e sua trupe diretiva saírem em sua defesa intransigente e apaixonada. Petistas da base da pirâmide do partido estão zonzos.

6) Ação e compromisso

Nem sempre é simples de explicar e por isso eleitores estão trocando orelhas com algumas ações de muitos eleitos em 2016, prefeitos e vereadores. Muitas dessas ações ficam distante do dito e repetido nas campanhas. Pelo contrário, até: não raro, essas ações são diametralmente opostas ao dito e repetido.

7) Bandidos agradecem

Impressionante o índice de roubos e furtos de automóveis no centro nervoso de Balneário Camboriú. Regiões onde, por teoria, a segurança deveria ser privilegiada. Estranho até porque, nas mídias, GM e PM vivem às turras por hegemonia da segurança citadina, pra ver quem faz mais e melhor. Palmas pros bandidos, que eles merecem. E agradecem.

8) Hospital abriu

Abriu – ou reabriu – o hospital de Camboriú. Exclusivamente pra cirurgias eletivas. Já é bom, mas não o suficiente. Primeiro, porque tem caráter provisório e único. Ao final das cirurgias represadas, ficará com que função? Segundo, nosso calcanhar de Aquiles está fora disso, mas nos atendimentos comuns.

9) Hospitais demais

Bom lembrar, a propósito de matéria da Exame desta semana, que a gestão da saúde no Brasil é um fracasso por falta de gestão e pelos excessos de inutilidades nas demandas. Há hospitais muito próximos uns dos outros com filas enormes e outros quase abandonados. Por isso o ministro da Saúde disse e causou: há hospitais demais no Brasil. Olhando com lentes poderosas, não deixa de ser verdade. 

10) Hospitais demais (II)

Para confirmar o que disse o ministro, temos aqui mesmo ao redor, hospitais em Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Bombinhas, Porto Belo, Tijucas. Quantos deles funcionam a contento e atendem as expectativas mínimas? Pronto, respondida a questão ministerial.