Pesquisa eleitoral em SC: há sinceridade nisso?

Pesquisa encomendada pelo Grupo RIC mostra dados sobre a eleição de 2018 para governo do Estado e presidência da República.

O resultado engloba posições aceitáveis e outras nem tanto, considerando-se o conhecimento dos nomes e eventuais candidaturas, potencial partidário e político, históricos. Por exemplo: uma liderança de Amin para governador até se pode engolir. Uma liderança de Paulo Bauer (dependendo do cenário aplicado), fica difícil. Um candidato do PMDB, qualquer um, tem números maiores do que os mostrados. A pesquisa, neste particular, não espelha uma realidade fática. A relação nome-partido-histórico de outras eleições.

Quanto à presidência da República, a liderança de Bolsonaro é demonstrada em outras pesquisas. Santa Catarina tem cotejado, ao longo das últimas eleições, um conservadorismo medular. Aqui o PT sempre perde. A esquerda, regra geral, é rejeitada. 

Aí vem outro ponto: os demonstrativos de aceitação ou negação do governo do Estado. Numa primeira avaliação, 56% o aprovam e 38% desaprovam. Noutra avaliação, 32% consideram o governo de Colombo bom e 38% regular. Ótimo, 5%. Apenas 13% consideram péssimo e 8% ruim. 

Para o Senado, a liderança é de Raimundo Colombo, com Esperidião Amin muito perto. 

Sempre é bom falar coisas sobre uma pesquisa dessa. Mas a melhor é que a RIC é propriedade de aliados históricos de Raimundo Colombo. É impossível atestar com segurança absoluta, mas pesquisa pode dar o resultado que se quer. E também pode forçar a barra para induzir o eleitor. E cria factoides para iludir e contrabalançar a credibilidade. Nessa, jogam Amin bem, que é a lógica, e "descompensam" candidatos do PMDB, adversário mais forte.

Há sinceridade nisso?