ETE da Emasa não dá conta de esgoto na temporada

Num artigo publicado hoje, em que opinamos sobre as coisas de temporada, afirmamos que, dentre outras deficiências da época, o tratamento de esgoto nas temporadas não dá conta do recado (LEIA AQUI). Sendo justo, não é de hoje. Mas as reclamações nunca foram tantas. Há esgoto aflorando na Rua 1801, na Atlântica (calçada defronte à Cia do Peixe), na Rua 2400 (Edifício Fontana Di Trevi e vizinhos) e na Avenida Central (Condomínio Las Vegas, como enunciado em matéria veiculada pelo síndico, o jornalista Rafael Weiss, no Facebook). Sem contar os silenciosos.

De fato, o tratamento da ETE da Emasa não dá conta ante o altíssimo volume de gente na cidade usando o sistema e nem pode dar: a capacidade está muito aquém. Se aflora esgoto no centrão, teoricamente a região mais bem servida pelo sistema, imaginem noutros cantos. E imaginem, igualmente, o que retorna in natura ao rio Camboriú. 

Há uma incapacidade notória de elevatórias para dar conta do esgoto, tal como a mais óbvia delas, a que fica na Avenida Brasil, entre o Hotel do Bosque e o antigo Metrô Pianos Bar. 

Assim, é complicado acreditar que cavocando o Canal Marambaia vá se resolver poluição. Primeiro, porque dejetos continuam sendo jogados nele. Segundo, porque ao redor as descargas do próprio sistema são prodigiosas, chegando ás ruas sem qualquer possibilidade de retenção. 

A reclamação do Condomínio Las Vegas beira o trágico. Porque é uma questão de saúde pública e de ambiente e porque o condomínio faz a sua parte, pagando a conta e ainda mandando limpar. Quem não está fazendo é a Emasa, que cobra um custo escorchante com a tal tarifa progressiva (que inclui 80% de esgoto na conta de água) e, ainda por cima, fica inerte na solução.

Assim não há ufanismo de temporada que resista.