As esquisitices do programa Praia Limpa

Por mais meritória que seja a finalidade, a contratação sem licitação da Instituto Ideia (Instituto de Desenvolvimento e Integração Ambiental) para tocar o programa "Praia Limpa" em Balneário Camboriú seria até normal, não fosse o detalhe de pessoa ligada a ele ter cargo comissionado na prefeitura, do qual saiu às pressas no dia 27 de dezembro de 2017. Como a pessoa é funcionária efetiva desde 1993, e ser funcionário efetivo não macula legalmente processos licitatórios feitos dentro dos parâmetros legais e sem reparos judiciais, imaginou-se, quem sabe, que isto retiraria qualquer mancha de dúvida. Ocorre que quase todos os procedimentos, comprovados por notas fiscais e encomendas de materiais para o "Praia Limpa" ocorreram antes da data da saída do cargo comissionado. O que comprova que tudo estava em andamento quando a pessoa ainda era vinculada ao cargo, o que torna o fato irregular. Aí sim com fundamento legal.

Ninguém pode imaginar, embora isso não seja comprovável materialmente, que houve influência direta dessa proximidade com a contratação, mas também poucos duvidam, ainda mais pelo fato de não ter havido certame licitatório e pelos próprios vínculos entre as pessoas.

A promotoria da Moralidade Administrativa já prepara o exame da questão e vai conferir tudo. 

Essas dúvidas já foram comentadas em outros canais de comunicação, como o Diarinho do Litoral, na coluna do JC. Outros ainda abordarão com, digamos assim, um pouco mais de amplitude. O assunto vai longe e exigirá uma ginástica de explicações.

ESTE ESPAÇO ESTÁ PLENAMENTE ABERTO PARA O CONTRADITÓRIO, DESDE JÁ.