O esquerdista Fabrício e o direitista Carlos Humberto

Decisão nacional do PSB define: o candidato só apoiará candidaturas de esquerda.

Diz lá na matéria (comentários a seguir):

"Nos bastidores, a candidatura do vice em São Paulo é uma das prioridades do partido, ao lado de outras nove candidaturas estaduais e da eleição de deputados federais. Para isso, é possível ainda que o PSB apenas não se coligue com nenhum candidato e LIBERE OS ESTADOS PARA FAZER SEUS ARRANJOS DE PREFERÊNCIA".

Ou seja: provado está que é tudo conveniência. Se for bom, vai-se com a esquerda. Se não for bom, vai-se com quem melhor se "identificar" com os interesses do partidos nos tais "arranjos (o sentido de "arranjo", vê-se, é o pior possível, porque não delimita critérios) de preferência". Aí pode ser direitosa, esquerdosa ou muristas de todos os padrões.

Quer dizer: em Balneário Camboriú, por exemplo, o esquerdista/socialista Fabrício Oliveira não poderia, em tese, apoiar Carlos Humberto, o seu vice e companheiro leal, direitista e conservador. Mas, pelas regras voláteis e imprecisas dos tais "arranjos de preferência", pode. Haja paciência !!

O mal dos partidos é este: a volatilidade de suas ideologias (bem, caso perdido no Brasil. Ninguém segue). O PT acusa o MDB de golpista e, na hora do bem bom, parte para coligações que o favoreçam aqui e ali. O PSB chupa até o caroço no governo de São Paulo e, rejeitado, decide fechar as portas, fixando diretrizes de só apoiar candidatos "de esquerda". Pior: no Brasil inteiro. E então coloca uma válvula de escape: libera os "cumpanhêro" de outros estados para "arranjos de preferência". 

E querem que o povo não tenha ojeriza de partidos e de política.